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Lacen-PB realiza pesquisa para medir ocorrência de doenças em apenados

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 - 10:09 - Fotos: 

A coleta de dados e amostras está sendo feita com os apenados do presídio do Roger, em João Pessoa, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 14h30, sempre as segundas, terças e quintas-feiras, até o dia 15 de março.  A pesquisa está sendo realizada por técnicos do Lacen e da Secretaria da Cidadania e Administração Penitenciária. A expectativa é de que até o final do primeiro semestre, o Lacen-PB divulgue o resultado do trabalho.

O assessor da Rede de Laboratórios de Saúde Pública do Estado da Paraíba, Bergson Vasconcelos e autor da pesquisa, explicou que a idéia do projeto surgiu da necessidade de se expandir os diagnósticos de alta complexidade em saúde pública, garantindo a tomada de ações e decisões mais eficazes. Segundo a Gerência Executiva de Saúde da Secretaria da Cidadania e Administração Penitenciária o Estado tem uma população carcerária de 8,5 apenados e com esse trabalho a ser realizado no Roger o Lacen quer atingir em torno de 10% dessa população que, segundo Bergson Vasconcelos, já é um número expressivo na realização de um estudo.

Ele afirmou que o Lacen oferecerá à população carcerária os testes de sorologia para HIV, Hepatite B e C, Sífilis, baciloscopia para Tuberculose, diagnóstico bacteriológico das secreções de feridas abertas e urogenitais além de diagnóstico micológico. Com relação à saúde do homem, o laboratório também vai oferecer o teste do (PSA) que auxilia no diagnóstico do câncer de próstata.  “Com todos esses resultados em mãos, o Lacen terá subsídios para se traçar ações mais eficazes em saúde pública sempre em parceria com as Secretarias de Estado da Saúde a Administração Penitenciária”, garantiu o Bergson Vasconcelos.

Antes da pesquisa, os profissionais explicam para os apenados o motivo do trabalho, falam sobre a importância da prevenção das doenças e logo depois eles assinam um termo de consentimento e são encaminhados para fazer a coleta do material.  O detento Severino Gerônimo Souza, 54 anos, que está há um ano e seis meses cumprindo pena por homicídio foi um dos primeiros a participar da pesquisa. “Essa ação mostra a preocupação das autoridades com a nossa saúde”, resumiu. 

Roberto Renan Borges, 34 anos, que cumpre pena por tráfico de drogas e está no presídio há sete meses também aceitou participar do trabalho. Para ele é importante conhecer, se prevenir e saber se tem alguma doença.  O apenado Wagner Medeiros Fernandes, 26 anos, que cumpre pena por formação de quadrilha também destacou a preocupação do Governo do Estado com a saúde dos apenados. “Para nós que somos vistos como excluídos pela sociedade uma ação como essa é muito importante e gratificante”, disse o detento que está no presídio há sete meses.

Assessoria de Imprensa da SESPB