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Saúde realiza capacitação para agilizar diagnóstico da Coqueluche

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 - 09:52 - Fotos: 

O Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB)  vai implantar, a partir da próxima semana, o diagnóstico da Coqueluche. O primeiro passo para que o serviço comece funcionar foi dado nessa segunda-feira (25), quando aconteceu a Capacitação em Coleta de Material de Pacientes Suspeitos de Coqueluche. A diretora técnica do Lacen, Gerlania Sarmento da Silva, explicou que nesse primeiro momento foram capacitados cerca de 40 profissionais de saúde das Vigilâncias Epidemiológicas dos municípios de João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Cabedelo, Conde e Campina Grande.

Os municípios foram escolhidos por se encontrarem mais perto da Capital. Até junho, a capacitação será realizada em todo o Estado.

O treinamento foi ministrado por técnicos do Lacen de Pernambuco, que atualmente fazem o diagnóstico dos casos suspeitos na Paraíba.  Gerlane Sarmento disse que, a partir dessa capacitação, a coleta da amostra será feita de forma oportuna o que vai auxiliar no diagnóstico e tratamento da doença. “Como o diagnóstico da Coqueluche não estava implantado no Lacen-PB, essa demanda a gente encaminhava ao Lacen de Pernambuco, e estávamos com  muita dificuldade, pois esse é um diagnóstico no qual temos que coletar e encaminhar para fazer o cultivo. Para agilizar o trabalho, a gente viu a necessidade de implantar esse diagnóstico aqui”, disse.

Ainda segundo Gerlania, a implantação do diagnóstico da Coqueluche no Lacen-PB é um ganho para o Estado. “Isso trará mais rapidez e acesso ao diagnóstico, auxiliando no tratamento e sabendo se realmente a bactéria está circulando aqui no nosso Estado”, explicou.

Sobre a doença – A coqueluche, também conhecida pelos nomes pertussis, tosse comprida, tosse com guincho e tosse espasmódica, é uma doença bacteriana que atinge o sistema respiratório cujas complicações – convulsões, pneumonias e encefalopatias – podem provocar a morte.   O material colhido deve ser transportado de maneira apropriada e o resultado sai em dez dias.

A doença é disseminada por meio de gotículas de saliva e, no organismo, lesa os tecidos da mucosa. Seu período de incubação varia entre cinco e 21 dias.

Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe e consistem em tosse, coriza, febre e olhos irritados: pertencentes ao estágio catarral. O próximo estágio, paroxístico, se desenvolve cerca de duas semanas, após o anterior e tem como característica acessos de tosses sucessivas, com intervalos variáveis. Essas podem estar acompanhadas de muco, e a ocorrência de vômito é possível.

Tais eventos duram alguns minutos e impedem que o indivíduo respire até que se encerrem. No término, o fôlego é retomado, geralmente por um “guincho respiratório”. As crises tendem a ser mais frequentes no período noturno.

Cerca de seis semanas após o início da manifestação da doença, os sintomas começam a desaparecer, progressivamente, até seu término: estágio de convalescença. Essa doença bacteriana é mais grave quando ocorre em crianças com poucos meses de vida, já que a resistência dessas é menor e a falta de oxigênio momentânea pode afetar o organismo. Desta forma, em alguns casos, a internação é necessária.

Para diagnóstico, a observação do paciente é necessária. Exames de sangue e, em alguns casos, cultura das secreções a fim de identificar a presença da bactéria no organismo, asseguram o diagnóstico.

O tratamento deve ser feito sob orientação médica e consiste basicamente no uso de antibióticos. Quanto à prevenção, o uso precoce da vacina é imprescindível. Em crianças, ela é distribuída gratuitamente em postos de saúde e é feita em três doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e dois reforços (aos 15 meses e aos 4 anos).