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20 de novembro de 2012

Laboratório do Hemocentro realiza mais de 3,5 mil exames de paternidade



ses laboratorio de biologia molecular no hemocentro foto antonio david 16O Laboratório de Biologia Molecular e Paternidade do Hemocentro da Paraíba, localizado em João Pessoa, realizou 3.571 exames de paternidade em um ano e seis meses.  Desde que começou a funcionar, em abril do ano passado, até outubro deste ano, o laboratório fez o agendamento de 4.330 exames enviados pelo Tribunal de Justiça e Ministério Público do Estado.

A coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular e Paternidade, Crisemy Benício, disse que o Hemocentro da Paraíba é único que faz a coleta e executa a análise no próprio Estado para exames de DNA que comprovam a paternidade ou maternidade. Outros laboratórios fazem a coleta, mas precisam enviar para São Paulo, por exemplo.

Ela explicou que as solicitações dos exames por parte do Ministério Público faz parte do Projeto Nome Legal e tem como objetivo reduzir o número de crianças e adolescentes registrados sem o nome do pai ou da mãe, ou seja, diminuir o sub-registro de nascimento. Com relação ao Tribunal de Justiça, as demandas são enviadas pelas comarcas e fazem parte de processos em que é reivindicado o pagamento de pensão alimentícia.

Segundo Crisemy Benício, toda a tramitação, do exame à decisão na esfera judicial, pode durar até 15 dias. Para a realização dos exames, a coleta de sangue é feita pela “pulsão digital”, uma das técnicas mais avançadas. É coletada uma amostra de sangue do suposto filho, duas do suposto pai e uma da mãe e colocada em um cartão semelhante ao usado no teste do pezinho. Logo em seguida é feita a extração do DNA e, posteriormente, utiliza-se o sequenciador de última geração ABI-3130 para a confirmação ou não do vínculo genético.

Para confirmar a paternidade, atualmente o laboratório usa a técnica do PCR (Reação de Cadeia do Polimerase), que vem sendo  utilizada com sucesso, confiabilidade e exatidão nos resultados.

A metodologia do Hemocentro é usada no Brasil pelo Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo (Imesc), Fiocruz, USP, Unicamp, UFRS, Hospital das Clínicas do Paraná, instituições forenses e de pesquisas e por laboratório de diagnóstico para DNA, nos Estados Unidos e na Europa, pelo FBI (polícia americana), Biobank, no Reino Unido, e polícia francesa.

Os exames são realizados nas segundas, terças, quartas e quintas-feiras, durante todo o dia.  Crisemy Benício explicou que para agilizar ainda mais os serviços, principalmente no que diz respeito à liberação dos laudos, a Secretaria de Estado da Saúde utiliza programas de software e outros recursos tecnológicos.