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Juliano Moreira investe na humanização do atendimento aos dependentes químicos

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014 - 17:35 - Fotos:  Ricardo Puppe

O ano começou mais receptivo para pacientes e familiares de dependentes químicos atendidos no Espaço Inocêncio Poggi, o serviço do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira (CPJM). A sala de humanização recebeu nova decoração, com artesanato feito pelos próprios servidores em cores alegres e vibrantes. Esta mudança foi feita para tornar o lugar mais acolhedor e facilitar o atendimento aos pacientes.

A enfermeira chefe Rayanne Santos Alves explicou que a sala é um espaço para confidenciar; atender os conflitos internos; e também de intervenção multiprofissional (enfermeiros; assistentes sociais e psicólogos). “No trabalho que desenvolvemos no dia a dia um espaço como este permite que o usuário fique mais à vontade; reduz os temores; quebra o estigma de estar num hospital psiquiátrico”, falou.

Ficou bonito e deixa a gente mais à vontade pra falar. É bem acolhedor”, relatou a paciente Rosângela Barros. O Poggi possui duas alas: a masculina, desde julho de 2010 e a feminina, inaugurada em março de 2013. São 16 leitos para homens e 16 para as mulheres, maiores de18 anos. O serviço tem como objetivo a desintoxicação e a média de internação é de 30 dias. Após isso todos os usuários são encaminhados para serviços substitutivos, como os CAPS.

Para ter acesso ao Poggi, se for morador da região metropolitana de João Pessoa, o paciente precisa passar primeiro pelo Pronto-Atendimento em Saúde Mental (PASM), no Ortotrauma de Mangabeira. Depois passa pela triagem no Clifford, no próprio Juliano Moreira, onde será avaliado seu histórico de saúde (hipertensão, diabetes) e constatação de usuário de substâncias psicoativas (álcool, maconha, crack, cocaína, solvente ou remédio opioide).

Segundo a diretora geral do CPJM, Aline Carla Freire de Queiroz, na próxima semana também será organizado um espaço humanizado em outro serviço do Complexo que é o Clifford – Pronto Atendimento de Saúde Mental, que oferece o serviço de urgência para pessoas que chegam do interior.

O Clifford tem espaço de atenção à crise, onde o paciente passa 72 horas em observação. Dependendo da avaliação da equipe, pode ficar por mais sete dias no mesmo espaço ou é encaminhado para o Hospital Juliano Moreira.

O novo serviço será conduzido por psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, que ficarão se revezando, no primeiro atendimento a pacientes e familiares num espaço mais acolhedor. “O nosso objetivo é tornar o atendimento mais eficaz, diminuindo as filas, beneficiando o trabalho da equipe, que vai ficar mais ágil e eficiente e vai trazer benefícios para o próprio paciente e também funcionará como uma triagem”, explicou a diretora.

A diretora enfatizou também outras ações, a exemplo do convênio com o Ministério Público que permitiu tirar certidão de nascimento e carteira de identidade de todos os pacientes “moradores” que não tinham nenhum tipo de registro de identificação. Além disso, dentro do trabalho de desinstitucionalização, dos 52 “moradores” só restam 12. Desses, alguns irão para residência terapêutica; outros para residência inclusiva e outros voltarão para o convívio familiar.