João Pessoa
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Juliano Moreira firma parceria com instituições de ensino superior para projetos de saúde mental

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 - 18:34 - Fotos: 

A direção do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira reafirmou, nesta segunda-feira (23) pela manhã, no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor), a pactuação existente entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e instituições de ensino superior, públicas e privadas, para a implantação de projetos de extensão com foco na saúde mental. “A ideia é trazer os estudantes para dentro do Complexo para desenvolver projetos voltados para a saúde mental, buscando acelerar o processo de reforma psiquiátrica”, disse o diretor geral do complexo, Walter Freire Franco.

A assessora de Gabinete da Secretaria de Estado da Saúde, Bárbara Wanderley, que representou a secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, reconheceu a importância de reunir diferentes instituições para a reflexão e discussão, que buscam de forma continuada parcerias institucionais, além da promoção de ações e processos inovadores. “As instituições possuem o desenvolvimento das competências, um papel importante para habilidade do aluno, na perspectiva de avançar na construção e efetivação da política de saúde mental. É extremamente importante que o serviço abra as portas para os estudos, já que a instituição de ensino vem a somar no que se refere à qualificação da assistência. Precisamos potencializar e ampliar os projetos de extensão, para que todos os profissionais vivam a dinâmica do serviço e, com isso, consequentemente, termos um espaço cada vez mais humano e terapêutico”, avaliou.

Compareceram representantes de várias instituições. O médico Aldenildo Costeira é o coordenador do PalhaSus, projeto de extensão da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), do Departamento de Promoção à Saúde, do Centro de Ciências Médicas, do campus de João Pessoa. O projeto, que existe há quatro anos, consiste na visita da equipe de 10 pessoas, todas vestidas de palhaço, às enfermarias do Juliano. A visita dos “palhaços cuidadores” acontece todo sábado, levando instrumentos musicais, alegria e improviso, de acordo com as situações.

“A gente vai conversando com os usuários, sem julgamentos. O mais importante é humanizar essas relações de cuidado e tentar contribuir com a diminuição do tempo de internamento e, de forma geral, colaborar com a lógica afirmada da luta antimanicomial”, disse Adenildo Costeira.

A coordenadora do curso de Psicologia do Unipê, Ângela Coelho, se dispôs a analisar uma forma de cooperar com a causa. “Vamos estudar a possibilidade de um trabalho de extensão ou até mesmo de visitas técnicas dos alunos ao Juliano Moreira. Muitas vezes o aluno vê o tema na teoria, mas é muito importante a prática para o conhecimento da realidade”, afirmou.

De acordo com a diretora do Cefor, Candice Chiara, o último momento de assinatura de convênios com as instituições de ensino superior foi em novembro de 2013 e tem validade por cinco anos.

“A instituição que tem interesse procura o Cefor para formalizar convênio com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). O objetivo é organizar o acesso dos estudantes aos cenários de prática do estado, na perspectiva de organizar os serviços em todas as áreas de saúde, a exemplo da saúde mental”, disse Candice, que ainda enfatizou que, atualmente, 43 instituições têm convênios nos diversos setores da saúde.

Para tirar dúvidas sobre estágios e grupos de extensão e demais parcerias os interessados devem procurar o Núcleo de Ações Estratégicas Especiais, do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, no fone: 3218-7574.