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Juliano Moreira capacita profissionais sobre práticas integrativas e fitoterapia

quinta-feira, 3 de setembro de 2015 - 18:53 - Fotos:  Ricardo Puppe

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), está implantando um projeto fitoterápico no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, utilizando plantas medicinais para tratamento de pacientes e funcionários. A ação dá continuidade ao conjunto de mudanças na rotina do Complexo, que inclui a política de práticas de cuidado integrativas complementares de saúde. O projeto, intitulado ‘Cuidando do Ser’, foi inicialmente implantado no Hospital Geral de Mamanguape e será expandido para toda a rede hospitalar estadual.

“O projeto tem o objetivo de capacitar profissionais do Juliano Moreira para trabalharem com as práticas integrativas e fitoterapia. A partir desse curso que está acontecendo aqui eles terão uma noção básica de práticas integrativas,como se trabalhar com elas, pra que assim eles possam aprofundar o conhecimento utilizando isso no dia a dia”, disse a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Juliano Moreira, Ana Karina Soares.

Ana Karina lembrou que o curso, que é realizado durante as manhãs, tem um momento de ‘cuidado do ser’, ou seja, trabalhando a sensibilização dos profissionais, para que eles sintam-se mais tranquilos, para assim cuidar melhor dos usuários do hospital. Um total de 45 pessoas está participando do curso, dentre elas profissionais do Juliano Moreira, do Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor-PB), e alunos da UFPB. O curso teve início no mês de agosto e será finalizado em dezembro deste ano.

O assessor de extensão da Pró-Reitoria da UFPB, Emmanuel Fernandes Falcão, está ministrando o curso. Ele disse estar muito feliz com a aceitação do curso. “Estou impressionado e feliz com a receptividade aqui. Essa aceitação, percepção e o inusitado tem sido um estimulante tanto pra mim quanto pra quem está participando. O mais importante aqui é o desafio de fazer essa proposta de se trabalhar o sagrado que as plantas medicinais nos trazem chegar a nível estadual. A população precisa ter acesso a medicamentos naturais, mais baratos e, ainda assim, eficientes”, disse Emmanuel Falcão.

A psicóloga do Complexo Juliano Moreira, Ana Luiza Ferreira, salientou a importância da implantação da horta medicinal na Unidade. “Essa farmácia viva nos traz a oportunidade de uma medicação mais natural, com menos efeitos colaterais, menos prejuízos à saúde e trazendo resultados eficientes. A qualificação é muito importante porque não aborda apenas a questão dos fitoterápicos, mas, sim, do ser como um todo. Quando estamos diante de novos conhecimentos, ficamos aptos para cuidar melhor daqueles que assistimos e tanto precisam de nós”, disse ela.

“Esse curso é de grande importância no sentido de possibilitar que os profissionais adquirindo essas noções, tornem-se multiplicadores desse saber, resgatando a questão do conhecimento da terra e plantas e como isso pode ser terapêutico, tanto para eles como também para os usuários do Juliano Moreira. A partir dessas iniciativas estamos contribuindo no sentido de fortalecer o SUS, pois existe muita coisa boa que podemos utilizar, principalmente no que se refere ao cuidado e humanização”, concluiu a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Juliano Moreira, Ana Karina.

Tratamento Fitoterápico – Segundo o Ministério da Saúde, os fitoterápicos são medicamentos que desempenham um papel importante em cuidados contra dores, inflamações, disfunções e outros incômodos, ampliando as alternativas de tratamento seguras e eficazes.

Indicado para o alívio sintomático de doenças de baixa gravidade e por curtos períodos de tempo, esse tipo de remédio pode ser produzido a partir de plantas frescas ou secas e de derivados e tem várias formas farmacêuticas, como xaropes, soluções, comprimidos, pomadas, géis e cremes. Como todo medicamento, o fitoterápico deve ser utilizado conforme orientação médica.