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29 de abril de 2010

João Pessoa na rota das palestras de entidade holandesa



João Pessoa esteve na rota das palestras promovidas pela Associação Casa Brasil Holanda (CBH), sobre o projeto “Joana”, que combate o tráfico, a exploração do trabalho forçado e a violência doméstica de mulheres, adolescentes e transexuais brasileiros/as na Holanda. Patrocinado pela agência holandesa de cooperação internacional Cordaid, o projeto está no segundo ano, trazendo em 2010 o tema “Brasileira não é suvenir exótico”, e foi apresentado na tarde desta quarta-feira (28) em João Pessoa, no Hotel Tambaú, tendo representantes da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres entre os órgãos e entidades presentes.

“O tráfico de mulheres, a exploração sexual e o trabalho forçado são problemas seríssimos e muito presentes no Nordeste Brasileiro. O enfrentamento a essa situação já está incluído como meta no Plano Nacional de Políticas para Mulheres e precisamos do apoio de toda a sociedade para difundir informações que ajudem a modificar essa realidade”, explica Cândida Magalhães, sub-gerente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, do Programa Estadual de Políticas para Mulheres.

Ela explica que, diante de situações de vulnerabilidade econômica e social, em alguns casos a decisão de viajar é tomada pela própria mulher, como oportunidade de melhorar as suas condições de vida, sem imaginar que será sujeita ao cárcere privado, tratada de forma degradante e sem possibilidades de volta à sua cidade ou país de origem.

Com o objetivo de promover a discussão sobre a importância de migrar para outros países somente com informações necessárias para essa nova fase da vida, a Associação Casa Brasil Holanda está percorrendo algumas capitais de estados brasileiros com potencial de exportadoras de migrantes para a Holanda.

O trajeto que incluiu João Pessoa também passará pelas cidades de Recife, Goiânia, São Paulo e Belém. Durante as palestras, estão sendo distribuídos materiais de divulgação da campanha, incluindo áudio-visual com entrevistas ilustrativas sobre situações de brasileiros e brasileiras que sequer falavam o idioma do país, chegaram a ter seus passaportes tomados pelos aliciadores e descobriram a Casa Brasil Holanda como sua última alternativa em busca de ajuda. A estimativa da CBH é que exista cerca de 75 mil brasileiras na indústria do sexo na Europa e 2,5 milhões de vítimas de tráfico de mulheres, também no continente europeu.

A equipe da Casa Brasil Holanda também irá à Brasília, onde está prevista uma audiência com a Ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres, e com o Ministério das Relações Exteriores. Mais informações sobre a CBH podem ser adquiridas no site www.casabrasilholanda.nl

Fabiana Nóbrega, Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres