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Iphaep realiza fórum sobre patrimônio cultural imaterial

quarta-feira, 25 de março de 2015 - 18:48 - Fotos: 

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) está retomando sua série de fóruns da Ciência e da Cultura. Na tarde desta quarta-feira (25), a educadora Maria da Penha Teixeira de Souza, a Penhinha, ministrou uma palestra, intitulada “A Questão da Mulher Quilombola na Paraíba” para alunos do Instituto Dom Adauto, de Jaguaribe, e da Escola Viva Olho do Tempo, de Gramame.

A atividade é a primeira de uma série de ações, realizadas sempre na última quarta-feira de cada mês na sede da instituição, localizada na Avenida João Machado, 368, Jaguaribe. Estiveram presentes na abertura do Fórum a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, o presidente da Fundação Casa de José Américo, Damião Ramos Cavalcanti, e a superintendente do Iphaep, Cassandra Figueiredo.

Na palestra, Penhinha trouxe sua experiência como mulher negra pertencente à comunidade quilombola de Mituaçu, no Conde, além de seus alunos, pois é educadora da Escola Viva Olho do Tempo. “Nosso objetivo é mostrar para as crianças do Dom Adauto a importância das expressões culturais tradicionais e despertar nos meus alunos o orgulho por sua origem negra e quilombola”, pontua.

O antropólogo do Iphaep e um dos responsáveis pelo Fórum, Carlos Azevedo, acredita que a presença da palestra de Penhinha simboliza um novo direcionamento do instituto. “Desde o ano passado, estamos nos preocupando em visibilizar minorias étnicas, como foi o caso de uma palestra sobre os ciganos de Sousa. Agora, demos espaço para a comunidade quilombola trazer sua riqueza cultural”, comenta.

Normalmente associado às edificações históricas, o Iphaep procura, dessa maneira, discutir a questão do patrimônio imaterial. É o que afirma a superintendente Cassandra Figueiredo. “A cultura popular, os mestres griôs, as danças, o canto, tudo isso faz parte de um bem cultural imaterial. Neste debate que tivemos, por exemplo, ressaltamos a cultura quilombola e a vivência das mulheres negras, que hoje são lideranças em suas respectivas comunidades”, disse.