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16 de março de 2017

Iphaep realiza Fórum sobre a situação da mulher, na próxima quinta-feira, dia 23



“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher.” A partir desse pensamento da escritora francesa Simone de Beauvoir, o Governo do Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), realizará na próxima quinta-feira, dia 23, o Fórum do Iphaep com o tema: 8 de Março – Dia Internacional da Mulher. O que temos a comemorar? O evento é dedicado a todas as mulheres paraibanas e será realizado a partir das 14h, no Auditório da Sede do Instituto (Av. João Machado, 348 – Centro de João Pessoa), tendo como palestrante a secretária estadual da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Santos Soares.

A arte-educadora e a diretora executiva do Iphaep, Cassandra Figueiredo Dias, vai atuar como mediadora do debate. Segundo ela, o Fórum vai abordar questões de gênero, violência, atuação profissional e direitos humanos. “Vamos lembrar a história de lutas das mulheres no passado, mas estaremos centradas, de maneira mais incisiva, na ótica vivenciada, no dia-a-dia deste século 21, pelas mulheres da Paraíba, do Brasil e do mundo”, explicou.

Para o debate, estão confirmadas as presenças de Rosane Lacet (Pedagoga e Bibliotecária), Sabrina Bezerra (Historiadora – Mestra em História e Estudo de Gênero), Sandra R. Azevedo  (Socióloga – Estudo sobre Violência contra a Mulher ) e Thamara Duarte (Jornalista – Mestra em Direitos Humanos). As mulheres universitárias, estudantes, estudiosas, jornalistas, professoras, cientistas sociais e líderes comunitárias formam o público-alvo do Fórum do Iphaep na próxima quinta-feira, dia 23.

A diretora do Iphaep revelou que os objetivos do Fórum da Mulher estão resumidas em três parâmetros: “Conceituar o Dia 8 de Março para as mulheres; apresentar um panorama da situação atual da mulher paraibana: avanços e retrocessos, além de refletir a importância do empoderamento feminino”.

História – O Dia 8 de Março surgiu há 160 anos, em 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma grande greve, ocupando a fábrica e reivindicando  melhores condições de trabalho: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo serviço) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente, 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Como lembra a “Plataforma digital do Ministério Público Federal”,  somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”. E, em 1975, por meio de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Ao se criar esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões, cujo objetivo principal é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe, um dia, terminar o preconceito e a desvalorização da mulher”, diz o documento.

 

Mesmo com todos os avanços, as mulheres, em todo o mundo, ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. “Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história”, lembram os procuradores federais. “Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo”.