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13 de março de 2016

Iphaep realiza debate em homenagem às mulheres com a participação de Elizabeth Teixeira



A poetisa Anayde Beiriz, as líderes camponesas Elizabeth Teixeira e Margarida Maria Alves e a jornalista e professora Joana Belarmino. O que têm em comum essas diferentes mulheres, além do fato de terem nascido na Paraíba, no século XX? Em suas histórias de vida, elas trazem as marcas do empoderamento feminino, estiveram à frente do seu tempo e enfrentaram os preconceitos e a defesa dos direitos e reivindicações feministas. Agora, elas representarão as mulheres no debate “Mulheres Paraibanas de Ontem e de Hoje”, que acontece na terça-feira (15), a partir das 14h, no Auditório do Iphaep, localizado na Av. João Machado, 387, Centro de João Pessoa. As homenageadas Elizabeth Teixeira e Joana Belarmino confirmaram presença.

O evento é aberto ao público, tendo como público-alvo as mulheres universitárias, historiadoras, estudantes, estudiosas, jornalistas, professoras, cientistas sociais e líderes comunitárias. E, segundo a diretora executiva do Iphaep, Cassandra Figueirêdo, o objetivo é “mostrar a trajetória histórica, social e política de mulheres paraibanas, relacionando o ontem e o hoje, na luta por um espaço social e mostrando-as como agentes de mudanças”.

As palestrantes terão um tempo de 20 minutos para apresentarem as trajetórias das quatros paraibanas: Rosane Coutinho Lacet apresenta Elizabeth Teixeira, que estará presente ao evento contribuindo com o debate; Márcia de Albuquerque apresenta Anayde Beiriz: vida, atuação e legado; Thamara Duarte apresenta Margarida Maria Alves: vida, atuação e legado e, por fim, Joana Belarmino fala por ela mesma. O debate está marcado para acontecer às 16h.

As mulheres – Professora e poetisa, Anayde Beiriz foi estigmatizada e perseguida, até a morte, nos anos que antecederam a Revolução de 1930. Já a jornalista e professora Joana Belarmino, mestra em Sociologia e Doutora em Comunicação Semiótica, permanece em sala de aula e se destaca pela intensidade de suas poesias. Além delas, o seminário “Mulheres Paraibanas de Ontem e de Hoje” vai destacar a vida de duas lideranças do campo: Margarida Maria Alves, que foi morta em 12 de agosto de 1983, por conta da atuação como presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande; e Elizabeth Teixeira, que protagonizou o documentário “Cabra Marcado para Morrer”, de Eduardo Coutinho. Aos 92 anos, dona Elizabeth permanece lutando pela reforma agrária e lembrando do assassinato do marido, o presidente das Ligas Camponesas de Sapé, João Pedro Teixeira, que foi assassinado a mando dos latifundiários da Várzea, em 2 de abril de 1962.

 

Realização e apoio – O seminário “Mulheres Paraibanas de Ontem e de Hoje” é uma realização do Governo do Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba, com apoio da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana. Para sua concretização, conta, ainda, com a participação de várias entidades que, ao longo dos tempos, vêm atuando no empoderamento das mulheres paraibanas: Associação de Apoio às Comunidades Afrodescendentes da Paraíba, Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba (Aflap), Afya Centro Holístico da Mulher, Associação das Mulheres do Porto do Capim, Associação das Prostitutas da Paraíba (Apros-PB), Bamidele Grupo de Mulheres Negras da Paraíba Casa da Mulher Renasce Companheira.

 

E ainda conta com as participações do Centro da Mulher 8 de Março/PB, Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, Coordenação Estadual das Comunidades Negras e Quilombolas, Cunhã – Coletivo Feminista, Grupo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais da Paraíba – Maria Quitéria, além dos jornais “A União” e “Contraponto”, e do Liberta – Centro de Pesquisa, Comunicação e Educação para a Cidadania, Núcleo de Extensão Popular Flor de Mandacaru, Secretaria de Estado da Cultura e Unipê.