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Iphaep participa de debate na Câmara

segunda-feira, 5 de abril de 2010 - 10:10 - Fotos: 
O que leva uma cidade a ser tombada pelo patrimônio estadual? Em que sentido, a medida governamental possibilita o resgate da memória do município, permitindo que ela seja conhecida das futuras gerações? Como adequar a necessidade de modernização à preservação do passado?

Estas e outras perguntas foram respondidas pelos técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba, durante uma sessão especial realizada na Câmara Municipal de São do Rio do Peixe.

A iniciativa foi do presidente da casa, o vereador Muniz, e reuniu o diretor e o coordenador de arquitetura e ecologia do Iphaep, Damião Ramos Cavalcanti e Raglan Gondim, além do deputado estadual José Aldemir, preservacionistas e proprietários dos imóveis inseridos no Centro Histórico de São João do Rio do Peixe.

Durante a sessão, os parlamentares e a população foram informados que, dos 223 municípios paraibanos, apenas 13 deles – um total de seis por cento – têm o centro histórico tombado pelo Iphaep. “A história é formada por duas categorias: o tempo e o quando. E, com relação à memória, não existe tempo sem espaço. Se São João foi tombada, é porque é espaço de história que se destaca na Paraíba; uma memória que deve ser preservada, pois é patrimônio do povo e precisa ser respeitada”, explicou o diretor Damião Cavalcanti.
 
Segundo o arquiteto Raglan Gondim, o tombamento do Centro Histórico de São João do Rio do Peixe, ocorrido em 2002, não impediu sua modernização. “Desde então, a cidade não está engessada ou museificada: o que existe, agora, são regras para modificar um bem que esteja inserido nas 27 ruas que compreendem a área de preservação: no perímetro, inclusive, há imóveis que podem ser demolidos. É preciso, apenas, que toda e qualquer intervenção seja antecedida de uma consulta ao Iphaep”, disse.

Apoio dos parlamentares – As explicações dos técnicos do Iphaep atenderam às expectativas do deputado José Aldemir, que lembrou, emocionado, da destruição da praça e do coreto da cidade, para que fosse construída uma agência do Banco do Brasil. “Se, na época, o patrimônio estadual estivesse agindo junto à população, com certeza isso não teria sido permitido”, comentou o parlamentar estadual.
 
“Já o vereador Marcondes Vieira foi enfático quando afirmou: “Vim aqui para questionar, mas saio convencido da preservação do patrimônio, como tarefa de todos nós, e das boas finalidades do Iphaep”.

A sessão na Câmara de São João do Rio do Peixe foi encerrada com a participação do radialista Alexandre Titico e do líder dos escoteiros José Isidro de Almeida. Eles foram convidados pelo diretor do Iphaep, Damião Cavalcanti, para criar uma comissão municipal de preservação do patrimônio histórico de São João do Rio do Peixe. “A população tirou suas dúvidas e o maior beneficiado é o próprio povo”, comentou o vereador Muniz, líder da casa legislativa e autor da propositora da sessão especial. “Estamos plenamente convencidos de que o Iphaep está aqui para ajudar, orientar e proteger a história e a memória de nossa cidade”.

Thamara Duarte, da Assessoria de Imprensa do Iphaep