Fale Conosco

25 de fevereiro de 2016

Iphaep inscreve até esta quinta-feira para curso de Inventário de Bens Móveis e Integrados



Terminam nesta quinta-feira (25) as inscrições para o curso “Inventário de Bens Móveis e Integrados”, oferecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e ministrado pela restauradora Piedade Farias. O curso é destinado a funcionários de museus e instituições detentoras de acervos, colecionadores e interessados em conhecer e preservar a memória histórica e arquitetônica da Paraíba.

Para este Módulo I estão sendo ofertadas 20 vagas, todas para funcionários públicos. Até esta quinta-feira (25), os interessados podem efetuar suas matrículas, no turno da manhã, na sede do Iphaep, na Rua João Machado, 348, Centro de João Pessoa. O curso será realizado das 16h às19h na quinta e na sexta-feira, além da semana seguinte, nos dias 28 de fevereiro, 1º e 2 de março, no auditório do Iphaep, no mesmo horário.

O curso é uma atividade do Governo do Estado, por meio da Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep) e do Iphaep, e vai priorizar as atividades práticas para o levantamento e a concretização de um inventário. “Vamos enfatizar, prioritariamente, as seguintes características: técnicos-construtivas, estilísticas, referências iconográficas, referências históricas e observações”, afirmou a diretora executiva do patrimônio estadual, Cassandra Figueirêdo.

Sobre o curso – Através de aulas teóricas e práticas, a restauradora Piedade Farias vai abordar, durante os cinco dias, o universo do inventário de bens móveis e integrados: desde a sua conceitualização até a diferenciação dos tipos de bens e acervos até os procedimentos que permitem a descrição de uma obra. A profissional também vai enfatizar a problemática da preservação e explicitar o que diferencia uma preservação técnica de uma preservação legal, detalhando, ainda, quais são os agentes de degradação que podem interferir na concretização de um inventário.

No tocante à apresentação da ficha padrão do Inventário, o curso vai centrar as atividades em arrolamento: 1ª etapa do Inventário: dados básicos, registro fotográfico e dimensões, além de propor a realização de uma atividade prática. Já com relação aos dados sobre a obra, a restauradora destacará a importância da localização/identificação, realizando uma atividade prática com os participantes do curso. O mesmo procedimento será usado quando abordar os conceitos do estado de conservação.

Segundo Piedade, existem duas formas de preservação do patrimônio cultural: a forma técnica e a forma legal. “Como forma técnica, temos a conservação e a restauração. Como forma legal, temos o tombamento. O Inventário precede e respalda o Tombamento de um bem cultural, pois esmiúça todos os dados e características desse bem, sintetizando-os numa ficha padrão”, explicou.

Piedade Farias, no entanto, ressalva que o inventário não serve somente para respaldar o tombamento de um bem, seja ele, móvel ou integrado. “Eu digo o Inventário vai além dessa função e tem maior importância que essa. Sem o Inventário, uma instituição, um município ou estado – que detém um acervo ou vários acervos – não sabe exatamente o que tem e nem como e onde se encontra o que tem, quantitativa e qualitativamente falando”, disse.

Sobre a ministrante – Paraibana de João Pessoa, Piedade Farias é uma das mais respeitadas profissionais do Brasil, tendo realizado os Inventários dos  Bens Móveis e Integrados de diversas instituições brasileiras: o Museu de Arte Sacra de Alagoas (Marechal Deodoro/AL), a Igreja de N. S. da Corrente (Penedo/AL), Palácio do Governo de Pernambuco, Museu da Abolição de Recife, além do acervo temático da Umbanda e Candomblé do Museu do Estado de Pernambuco

Recentemente, junto com outro profissional, Luiz Carlos Kehrle, a restauradora concluiu os Inventários dos Bens Móveis e Integrados do Palácio do Governo da Paraíba e do Tribunal de Justiça da Paraíba. A dupla também estará encerrando, até o final deste ano, o Inventário dos Bens da Igreja do Rosário, edificado no século XVIII, no município de Pombal, no Sertão da Paraíba.