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3 de maio de 2018

Iphaep e Unipê produzem inventário do Batalhão da Polícia Militar



Alunos e professores do Unipê apresentaram, esta semana, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) o resultado parcial de um Inventário sobre o Batalhão da Policia Militar da Paraíba. O “produto”, orientado pelo professor Fhillipe Germano e coordenado pelo arquiteto e urbanista Gúbio Mariz, é o mais novo resultado do termo de Cooperação Técnica, Científico e Cultural assinado, desde o ano passado, entre o Iphaep e o Unipê – Centro Universitário de João Pessoa.

A parceria envolve a pesquisa, vistoria, extensão e estágio e, em paralelo a esse processo, está sendo feita a compatibilização e atualização dos mapas referentes aos municípios tombados de acordo com seus respectivos decretos de tombamento. Até agosto, serão realizados mais de 50 Inventários de imóveis e seus bens móveis e integrados, que possuem Decreto Estadual de Tombamento e estejam localizados na capital paraibana.

“O trabalho dos professores e alunos é realizado por meio do Ubt-ec, uma espécie de escritório de serviços mantido internamente pelo Unipê, e vem se revelando de suma importância para que o Iphaep possa atender ao pedido do Ministério Público Estadual e à sociedade, no sentido de mapear e desenvolver um Inventário dos bens históricos/culturais e patrimoniais que possuam relevância para a cidade”, explicou a diretora do Iphaep, Cassandra Figueiredo. “Até julho deste ano, temos agendada uma série de encontros com o Unipê, sendo que a próxima apresentação deve acontecer no próximo dia 18 de maio”.

NÚMEROS – No ano passado, o trabalho começou a ser executado por meio de uma equipe composta de uma professora e quatro alunos. Mas neste semestre o número aumentou, passando para quatro professores e oito alunos. “Durante a celebração do Convênio, foram elencados um total de 58 imóveis e seus bens móveis e integrados, sendo que no ano passado foram feitos 10 Inventários. Até o final do projeto, a ideia é que as equipes do Unipê atinjam o patamar de 80 por cento deste número”, explicou o coordenador Gúbio Mariz.

Segundo ele, o trabalho acadêmico tem início quando se materializam duas fases: o levantamento de dados (quando o estudante busca informações sobre o bem, pesquisando em órgãos públicos, meios digitais e bibliografia especializada) e o deslocamento, in loco, até a sede do imóvel tombado (no qual o aluno faz a conferência dos dados, o levantamento fotográfico e arquitetônico – medições e verificações qualitativas – e detecta o estado de preservação do bem.

Somente com esses dados em mãos é que o estudante, orientado pelo professor e com supervisão do Iphaep, passa a preencher a ficha do Inventário. “Nesse instante, são realizadas três fichas para cada imóvel, resultando em dados históricos, arquitetônicos, culturais e patrimoniais dos seguintes objetos: o imóvel e seu entorno, a contextualização do imóvel em si e, por último, a apreensão da parte interna do imóvel e seus bens móveis e integrados”, revelou Gúbio Mariz.