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14 de outubro de 2016

Iphaep acompanha desmontagem da Casa Cor, a partir do dia 17,         



Uma das mais importantes edificações brasileiras que identificam o movimento modernista na arquitetura, a Casa Cor Paraíba está localizada na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, e tem projeto do arquiteto Acácio Gil Borsoi e paisagismo de Roberto Burle Marx. Foi construída no início dos anos de 1950, pelo usineiro Cassiano Ribeiro Coutinho. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba, até o próximo dia 16, a residência modernista está servindo de sede para a Casa Cor Paraíba – Edição 2016, cujas intervenções foram acompanhadas pelo Iphaep. O evento reúne 35 ambientes idealizados por profissionais da arquitetura, decoração e paisagismo e cujo número de visitas, já computadas, foram de cerca de 20 mil pessoas. Agora, já a partir do próximo dia 17, o Iphaep estará dando continuidade a esse trabalho, acompanhando o passo a passo da desmontagem da Casa Cor Paraíba, no intuito de que sejam preservadas as características originais da edificação.

“Recebemos do atual proprietário solicitação para análise de projeto de intervenção do evento Casa Cor, nesse imóvel. Nossa equipe técnica fez essa análise dividindo em várias etapas, iniciando com o estudo de processos anteriores sobre o referido imóvel. O acompanhamento da desmontagem é a última etapa desse trabalho, onde será feita a reversão das instalações temporárias, e finalmente, cabendo ao proprietário o cumprimento acerca  das condicionantes atreladas a responsabilidade de recuperação, requalificação e de sanar problemas sérios de manutenção existentes”, afirmou a coordenadora de Arquitetura e Ecologia, Gabriela Pontes.

Segundo ela, para viabilizar a realização da Casa Cor 2016 foram identificadas – e permitidas – adequações do imóvel. Entre elas estão: a retirada de divisórias e de forro em gesso existentes, abertura e fechamento de vãos, limpeza e poda de árvores e arbustos do jardim e construção de estruturas temporárias na área externa.

A partir do próximo dia 17, quando o evento estiver oficialmente encerrado, as intervenções dos comodatários vão dar lugar a um procedimento de fiscalização da desmontagem por parte do Iphaep. Para respaldar o trabalho, o Instituto vai tomar como parâmetro dois documentos: inicialmente, a Carta de Intenções, proposta pela equipe do projeto, e, posteriormente, as condicionantes impostas pelos técnicos estaduais, como resultado dos estudos existentes e das várias vistorias realizadas, nos últimos meses, ao imóvel modernista.

No caso específico da Carta de Intenções, um total de 17  pontos foram propostos pela equipe Casa Cor, a exemplo da: Relocação da escada que liga o terceiro piso para o local original, a retirada de paredes e tetos de gesso, de revestimentos de ACM que cobre as colunas originais; a limpeza e pintura do imóvel em cor branca e a poda de árvores e arbustos dos jardins, bem como a reorganização paisagística de possíveis exemplares vegetais de composição do projeto original.

Vistorias e condicionantes técnicas – O processo administrativo de nº 0075/2016, referente à adaptação provisória da Residência Cassiano Ribeiro Coutinho aos interesses da Casa Cor Paraíba já consta de cinco volumes. E, desde março deste ano, o Iphaep vem realizando vistorias ao imóvel e catalogando, também, relatórios de atendimento realizados junto à empresa responsável pelo evento de arquitetura e design. Em 3 de maio, por meio do Sr. Augusto César Costa Fernandes, representante do evento, a CAE recebeu do interessado o memorial descritivo e o projeto arquitetônico denominado master plan, que especificavam qual a proposta de intervenção no imóvel para adequa-lo para o evento.

Dessa maneira, a equipe da Coordenadoria de Arquitetura e Ecologia – CAE dividiu os procedimentos de análise e fiscalização em três etapas, sendo a primeira o master plan, que propõe a correção e adequação do imóvel para receber o evento, a segunda etapa sendo referente à montagem dos ambientes e a terceira e última etapa de análise, referente à proposta final de recuperação da casa, que será entregue em bom funcionamento pronta para um uso posterior.

Entre os meses de julho e agosto, a equipe técnica do Iphaep emitiu vários Laudos de Vistoria, anexando fotografias e textos relatando e ilustrando o acompanhamento periódico para a tomada de decisões conjuntas necessárias no decorrer dos serviços. O Parecer CAE – 09.08.16, referente à análise da segunda etapa, aponta que “esta análise se pauta em avaliar os materiais propostos e os procedimentos de montagem e fixação, de forma que as instalações temporárias não causem nenhum dano às estruturas e elementos originais do imóvel”.

Já para a solução final da casa após o evento, foram pontuadas diversas condicionantes que deverão ser atendidas, visto que se trata de orientações técnicas pautadas na legislação patrimonial vigente. Segundo a CAE, foram elencados quase 40 itens a serem obedecidos.

Todos os pontos exigidos foram dispostos em Termo de Compromisso assinado entre o Iphaep e as partes interessadas: o proprietário do imóvel e representantes da empresa Arquitetar Serviços e Eventos Ltda. ME.