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22 de novembro de 2010

Instalações resultarão em avanços significativos na produção acadêmica



A Universidade Estadual da Paraíba inaugurou, na manhã desta segunda-feira (22), nas dependências do Departamento de Fisioterapia, situado no bairro de Bodocongó, em Campina Grande, dois laboratórios, sendo um destinado à pesquisa e outro de caráter multifuncional.

Voltadas ao aprimoramento da tríade Ensino, Pesquisa e Extensão dentro do curso de Fisioterapia, e com investimento aproximado em R$ 150 mil, as novas instalações, segundo o diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), professor Eduardo Beserra, resultarão em avanços significativos na produção acadêmica do curso e dos estudos científicos de alunos e docentes. Eduardo acrescentou que os laboratórios beneficiarão a toda comunidade que se utiliza dos serviços da Clínica Escola.

Compostos por equipamentos como o Estimulador Magnético Transcraniano (EMT), Podoscópio e Baropodômetro, além de uma grande estrutura destinada a atividades de estimulação sensorial, os laboratórios proporcionarão aos pacientes meios e métodos eficientes para o tratamento e diagnóstico de doenças neurológicas, a exemplo de Mal de Parkinson, Alzheimer e Acidente Vascular Encefálico (AVE).

Para a professora de Neurociências do Departamento de Fisioterapia (DEF) da UEPB, Doralúcia Pedrosa, a implantação dos laboratórios se deu em um momento oportuno, posto que progridem no Brasil as pesquisas no campo das patologias de desordens neuropsiquiátricas – sobretudo as que incluem, como terapia, as técnicas não invasivas. “Com esses espaços, sob a coordenação de uma equipe interdisciplinar formada por médicos, fisioterapeutas e neurocientistas, a UEPB poderá efetuar sua contribuição no que diz respeito ao desenvolvimento e diversificação de tratamentos para as doenças neurológicas”, explanou.

Ela ainda destacou as técnicas não invasivas como métodos eficazes contra os modelos tradicionais que agridem e causam dor ao paciente, caso das intervenções cirúrgicas. Como exemplo, Doralúcia citou o procedimento do EMT, onde pulsos magnéticos direcionados repetitivamente a neurônios debilitados estimulam a sua reativação.
 

Assessoria da UEPB