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Implantação do serviço trouxe esperança e alívio para crianças e adultos cardiopatas em 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 - 16:49 - Fotos: 
A implantação da Rede de Cardiologia da Paraíba marcou o ano de 2009 na área da saúde e trouxe esperança e alívio para crianças e adultos cardiopatas. Para garantir o atendimento aos pacientes que padeciam com a falta de um serviço público de referência em cardiologia no Estado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) adquiriu equipamentos e formou equipes médicas. A rede – que inclui os hospitais Arlinda Marques e  universitários Lauro Wanderley (em João Pessoa) e Alcides Carneiro (Campina Grande) – realizou 67 cirurgias, sendo 31 em crianças e 36 adultos, em menos de cinco meses.

O primeiro hospital a fazer parte da rede foi o Arlinda Marques, em João Pessoa, que passou a ser referência em cirurgias cardíacas infantis, acabando com a angústia de muitos pais. As 30 crianças operadas estão sendo acompanhadas no ambulatório do hospital, que conta com uma equipe multidisciplinar. “Foi uma decisão de governo. A Paraíba tinha profissionais qualificados e serviços que poderiam ser habilitados. Não podíamos mais ficar na dependência de serviços privados ou de outros Estados. O investimento foi mínimo, se comparado ao benefício que trouxe”, avaliou o secretário de Saúde, José Maria de França.  

Alívio – A dona-de-casa Diovana Xavier, 40 anos, mãe de Evaristo Neto, 6 anos, sabe bem o significado da palavra ‘alivio’:  “Meu filho estava na fila de um hospital particular de João Pessoa. Eu sabia que lá ele ia demorar a ser operado e a única saída seria levá-lo para o Rio de Janeiro, já que o meu marido é funcionário da Marinha e lá, meu filho teria direito a cirurgia mais rápido no hospital deles. Como eu tenho mais três filhos, seria complicado me afastar da Paraíba. Por isso, fiquei aliviada quando Evaristo foi chamado para o Arlinda. Já passei por vários hospitais, no Rio e em Brasília, mas nunca vi um tratamento igual, com tanta atenção tanto para as crianças como para os pais”.

A doméstica Isabel Cristina Gonçalves, 31 anos, disse que está feliz com a recuperação do filho Israel Gonçalves, de 12 anos, operado em setembro. “O médico disse que se meu filho não fizesse a cirurgia podia morrer a qualquer momento, mas quando recebi a notícia, o Arlinda Marques ainda não tinha começado a fazer as cirurgias e ele teria que ser operado em Manaus. Graças a Deus, antes disso, o serviço começou a funcionar e não precisamos mais viajar. Foi uma benção, porque seria complicado me afastar do meu trabalho e de casa, já que tenho mais três filhos. Foi uma fase muito difícil, mas agora, vendo o meu filho bem, estou aliviada”, comentou.

Filas – A diretora do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, Darcy Lucena, lembrou que muitas crianças aguardavam em filas por uma cirurgia. “A implantação do serviço de cardiologia infantil foi muito positiva, porque chegamos a operar pacientes que estavam esperando há 12 anos pela cirurgia. Sem falar que depois que passamos a oferecer o serviço aqui, muitas crianças não precisam mais ser transferidas para outros Estado, tendo que ir para um ambiente estranho, causando trauma para as famílias. Estamos muito satisfeitos e, em 2010, esperamos aumentar o número de cirurgias”, disse.

Ampliação da rede – As cirurgias de adultos tiveram inicio em outubro, depois de uma parceria entre o Governo do Estado e o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa. A SES formou um grupo de especialistas que se juntou à equipe do hospital e investiu R$ 1,3 milhão na aquisição de equipamentos e instrumentos indispensáveis às operações.  “Mesmo sendo um serviço recente, conseguimos realizar 27 cirurgias, graças ao apoio da Secretaria de Estado da Saúde, que disponibilizou equipamentos e recursos humanos”, disse o superintendente do HULW, João Flávio Paiva.

Em novembro, outra parceria entre o Governo e o HULW colocou em funcionamento o Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do hospital, que faz o diagnóstico e o tratamento de doenças neurológicas e do coração. O serviço, que funciona 24 horas por dia, oferece cateterismo, angioplastia e valvuloplastia, entre outros exames. A SES cedeu 80 profissionais, além de insumos médicos para o funcionamento do serviço, que tem capacidade para realizar mais de 100 exames por mês. No mesmo mês, o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, passou a integrar a Rede de Cardiologia e já realizou dez cirurgias.

Da Assessoria de Imprensa da SES/PB