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2 de agosto de 2013

Implantação de testes rápidos melhora eficiência de monitoramento na rede básica de saúde



A implantação dos testes rápidos para detecção de sífilis na rede de Atenção Básica de Saúde tornou mais eficiente o monitoramento dessa doença na Paraíba. Como consequência dessa maior vigilância, o Estado registrou aumento de 106,58% no número de notificações da sífilis materna entre 2009 e 2012, de acordo com estatísticas da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Foram 176 notificações em 2009 e 375 em 2012.

Em relação à sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê), o aumento foi de 125,27%, sendo no número de notificações de sífilis congênita, sendo 95 notificações em 2009 e 238 em 2012.

De acordo com a gerente operacional das DST\AIDS e Hepatites Virais, Ivoneide Lucena Pereira, atualmente o exame é realizado em 134 municípios do Estado o que corresponde a uma cobertura de 60%. “O nosso objetivo é chegar ao final de 2013 com uma cobertura de 100%”, disse.

Ivoneide Lucena explicou que a meta é que as unidades de Atenção Básica do Programa Saúde da Família de todos os municípios da Paraíba realizem os testes de rápidos de sífilis com as gestantes durante as consultas do pré-natal no 3º e 7º meses de gestação. Para aumentar o número de municípios aptos a fazer o exame, a Secretaria da Saúde vem realizando treinamentos com os profissionais de saúde.

Prevenção à sífilis congênita – A ampliação do diagnóstico nas mães, segundo Ivoneide Lucena, permite a realização de um trabalho preventivo pelos serviços públicos de saúde para evitar a sífilis congênita. A doença é transmitida para o bebê por meio da placenta, com risco de abortamento prematuro, abortamento espontâneo e prejuízos para a saúde da criança, como baixo peso, surdez, deformidades dentais e ósseas, inclusive retardo mental e óbito neonatal.

Ela explica que o teste rápido é realizado a partir da punção digital e se uma sala for reservada para a realização do procedimento é importante que tenha o piso lavável, seja bem iluminada, tenha pia (não é obrigatório, mas recomendável). O fundamental é que a sala tenha condições de higiene e garanta privacidade.

É imprescindível que o profissional que iniciar o processo de aconselhamento com o usuário seja o mesmo que entregue o resultado. O processo também pode ser todo feito pelo mesmo profissional que vai do pré-teste, realização do procedimento e entrega do resultado (laudo) no aconselhamento pós-teste. Nenhum resultado de teste deve ser entregue sem o aconselhamento pós-teste”, explicou Ivoneide Lucena.

Sobre a doença - A sífilis é uma doença infecciosa sexualmente transmissível. A bactéria que a causa se espalha pela pele rachada ou por membranas mucosas. Gestantes podem transmitir a infecção para o feto (sífilis congênita). Exames de sangue podem detectar substâncias produzidas pela bactéria responsável pela sífilis. O teste mais antigo para diagnóstico da doença é o teste de VDRL.

A doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis.

É necessária a realização de exames de sangue de acompanhamento após 3, 6, 12 e 24 meses para garantir que não há mais infecção. A atividade sexual deve ser evitada até que o segundo exame mostre que a infecção foi curada. A sífilis é extremamente contagiosa por meio do contato sexual nos estágios primário e secundário.