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Idosos aprovam moradia e infraestrutura do condomínio Cidade Madura

terça-feira, 10 de junho de 2014 - 18:31 - Fotos:  Luciana Bessa

Os idosos que vão morar no Cidade Madura aprovaram o condomínio, que é o primeiro no Brasil adaptado para a terceira idade. Para eles, além do conforto das casas e da infraestrutura existente no local, é uma oportunidade de fazer novas amizades e sair do isolamento que muitos vivenciam quando passam a morar sozinhos.

Para a pensionista Maria Idalina Camilo Ferreira, o condomínio era um sonho que está sendo transformado em realidade. “Vivo muito sacrificada, porque ganho um salário mínimo e tenho muitos problemas de saúde. Tenho duas pontes safena e fiz angioplastia. Quando chega época de procurar casa para alugar é um sufoco, porque só encontro por mais de R$ 500. Fiquei muito feliz quando fui contemplada e quase não acreditei. Mas rezava muito e pedia para que estes meus problemas acabassem. Isso foi um grande presente, porque vou morar em uma casa muita boa e muito bonita”, disse.

Da mesma opinião é a aposentada Maria José de Mendonça: “Isso é uma benção de Deus, porque sou sozinha e aqui com certeza farei amigos. As casas são ótimas, ventiladas, só temos a comemorar”, comentou.

Para dona Edna de Melo Caramuru, outra contemplada para morar no condomínio, o local vai propiciar também uma interação maior com as pessoas, tirando muitos idosos do isolamento. “Gostei de tudo aqui. Tem aparelhos para exercício, a pracinha e com certeza não vou viver tão só. Vou ter muitos amigos e estou muito animada para morar aqui”, comemorou.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos de Meneses, explicou que vão morar no Cidade Madura idosos que já tinham cadastro na Cehap. “Também adotamos alguns critérios como a autonomia, porque aqui ele vai construir a vida a partir dele próprio. Também estes idosos selecionados não podem ter filhos dependentes deles. Este condomínio é uma cessão de uso, eles não vão pagar nada, vão poder usufruir de tudo em perfeita harmonia e só saem se eles quiserem. E quando isso acontecer, outra pessoa idosa habitará o local”, explicou.