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Ideme aponta crescimento de grau de urbanização da Paraíba

terça-feira, 20 de dezembro de 2011 - 21:42 - Fotos:  Walter Rafael/Secom-PB

O Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme) divulgou, na manhã desta terça-feira (20), os resultados do estudo Características do Crescimento Populacional nas Regiões Geoadministrativas do Estado da Paraíba, referente ao período de 2000 a 2010. Os indicadores apontam que, nos anos analisados, o grau de urbanização da Paraíba cresceu de 71,06% para 75,37%. O Estado acompanhou o comportamento nacional, que também subiu a taxa de 81,20% para 84,40%.

Em números absolutos, 391.466 pessoas passaram a viver em zona urbana, durante a década estudada, enquanto na zona rural foi observada a redução de 67.953 habitantes. Das 14 Regiões Geoadministrativas (RGAs) do Estado, apenas duas não apresentaram queda no crescimento da população rural, que foram a 1ª RGA, polarizadas por João Pessoa – com índice de 0,48% de aumento ao ano –; e a 14ª RGA, com polo em Mamanguape – com 0,49%. Ambas as regiões, inclusive, são também as que apresentam as maiores marcas de crescimento da população total, com a taxa geométrica anual de 1,63% e 0,97%, respectivamente.

Ainda na década analisada, a 1ª RGA, da Capital, foi a que registrou o maior grau de urbanização, aumentando de 92,56% para 93,36%. Em seguida, vieram a 6ª RGA, polarizada por Patos, que subiu de 74,07% para 78,30%; e a 3ª, que tem Campina Grande como polo, com aumento de 68,55% para 72,24%. Entretanto, levando em consideração a taxa geométrica de crescimento anual, durante a década, a 11ª RGA, polarizada por Princesa Isabel, foi a que registrou o maior aumento, com o índice de 2,31%, seguida pela 8ª RGA (Catolé do Rocha), com 1,92%.

Por outro lado, a 7ª RGA, que tem Itaporanga como polo, foi a região que registrou a maior queda na taxa geométrica de crescimento anual, referente à população residente em zona rural, com o índice negativo de 1,83%. A 2ª RGA (Guarabira) e a 8ª (Catolé do Rocha) vêm em seguida, com 1,38% e 1,36%, respectivamente.

Concentração em João Pessoa – Os resultados do estudo, em geral, demonstram que o processo de urbanização enfrentado pelo Estado de 2000 a 2010 orientou-se para a Capital paraibana e municípios adjacentes a ela, sobretudo às áreas urbanas cuja dinâmica de suas economias revelaram-se com capacidade de absorver parte da força de trabalho.

O superintendente do Ideme, Mauro Nunes, destacou que os dados revelam uma realidade preocupante. “Ainda estamos concentrando bastante o desenvolvimento econômico do Estado na região metropolitana de João Pessoa. Contudo, os dados nos dão base para buscar entender o porquê isso está acontecendo e quais decisões podem ser adotadas para mudar essa realidade”, destacou.

Arranjos produtivos – Segundo o secretário de Estado do Planejamento e Gestão, Gustavo Nogueira, os dados mostram ainda que é preciso fortalecer os trabalhos em prol da interiorização da Paraíba. “O Governo do Estado já está fazendo isso, por meio de projetos voltados aos arranjos produtivos, como o Cooperar, que investiu mais de R$ 20 milhões este ano, além de cerca de R$ 7 milhões pelo Empreender Paraíba”, destacou.

A ideia é que, com o fortalecimento dos pequenos negócios, sobretudo em cooperativas de produtores rurais, as regiões se tornem autosustentáveis, gerando receita por todo o Estado, minimizando, assim, a migração da população rural para os grandes centros urbanos.

Gustavo Nogueira destacou que essas ações são necessárias para melhor equilibrar o desenvolvimento do Estado, o que é um desafio que já está sendo enfrentado. “Tenho certeza que nos números futuros, com base nos trabalhos que o Governo do Estado já vem executando, iremos observar maior equilíbrio na população paraibana”.