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24 de novembro de 2016

I Mostra de Experiências reúne trabalhos sobre transmissão vertical da sífilis



ses mostra de trabalhos de transmissao sifilis foto ricardo puppe 3 270x183 - I Mostra de Experiências reúne trabalhos sobre transmissão vertical da sífilisO resultado do trabalho realizado em 2016 com 50 gestantes atendidas nos cinco Distritos Sanitários da capital está sendo apresentado nesta quinta-feira (24). O trabalho diz respeito à sífilis, doença sexualmente transmissível, que, se a mãe tiver infectada, pode transmitir para o filho, o que pode causar má formação do feto, aborto ou morte do bebê. O evento está acontecendo no auditório do IFPB (ao lado do Centro Administrativo), em Jaguaribe, para profissionais de saúde da Atenção Básica, hospitais e gestores.

O Grupo de Trabalho era composto por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Ses), Secretaria Municipal de Saúde, de João Pessoa, Hospital Universitário da capital e Associação Brasileira de Enfermagem (Aben).ses mostra de trabalhos de transmissao sifilis foto ricardo puppe 1 270x183 - I Mostra de Experiências reúne trabalhos sobre transmissão vertical da sífilis

“Este trabalho significa o fortalecimento de uma linha de cuidado que necessita de uma atenção especial na Paraíba. É urgente o tratamento da sífilis na Atenção Básica e estamos trabalhando para que isso se torne realidade no nosso estado. Temos muito o que avançar nos próximos anos e este será o nosso foco, enquanto gestão estadual”, declarou a gerente operacional das IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena.

“O mais importante para Seção Municipal das IST/Aids e Hepatites Virais, de João Pessoa, é o controle da sífilis em nosso município, firmando parcerias e realizando capacitações e implantando os testes rápidos nas unidades de saúde”, afirmou a chefe da Seção, Clarice Rocha Pires de Sá.

A chefe do Núcleo das IST e Aids da SES, Joanna Ramalho, participou do grupo de trabalho que era composto por 10 pessoas. Segundo ela, os problemas que mais chamaram atenção foram a vulnerabilidade social das famílias (baixas renda e escolaridade e condições de moradia) e a ausência do fluxo de tratamento.
“Percebemos que não havia um fluxo definido, o que deixava as gestantes perdidas. A partir do trabalho, conseguimos organizar este fluxo que começa com o diagnóstico durante o pré-natal, feito na atenção básica, que encaminha para os locais de referência para fazer o tratamento da doença”, disse.

Os locais de referência na capital são: Maternidade Cândida Vargas; UPAs do Valentina e de Manaíra e Cais, do bairro do Cristo Redentor.

Também participam do evento, representantes do Unicef e Ministério da Saúde. Alexsana Sposito Tresse, do Departamento Nacional de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério, lembrou que a penicilina é a única opção de tratamento da sífilis na gestação e que deve haver desconstrução dos medos.

“Convido a todos os profissionais de saúde a aplicarem a penicilina sem medo. Se a mulher está com sífilis e este é o único tratamento existente, tem que ser feito. O medo tem causado danos irreversíveis”, alertou.

O que é I Mostra de Experiências reúne trabalhos sobre transmissão vertical da sífilis - É uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, que acontece em três estágios. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos.

É transmitida por meio de relações sexuais sem proteção, sejam elas vaginais, orais ou anais; de transfusão de sangue contaminado ou de mãe para filho na fase de gestação ou na hora do parto.

A recomendação é que, se a pessoa fez sexo sem proteção, deve fazer o teste rápido, que é gratuito, rápido e simples. Se for gestante, deve exigir o exame no pré-natal para proteger a mãe e o bebê.

É uma doença que tem tratamento e cura.