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Hospital se mobiliza contra o mosquito e prepara leitos para pacientes

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 - 12:36 - Fotos: 
O Complexo Hospitalar Clementino Fraga (CHFC) está realizando nestas quinta (17) e sexta-feira hoje (18) uma mobilização contra a proliferação do Aedes Aegypti – mosquito transmissor da dengue. Estão programadas palestras para funcionários e estagiários e um mutirão de caça aos focos do inseto no hospital. O Clementino Fraga também está se organizando para atender pacientes com dengue.

“Oferecemos uma capacitação com o médico infectologista Francisco de Assis aos funcionários na manhã desta quinta-feira para tirar dúvidas. Com isso, eles se tornarão multiplicadores dentro do hospital e nas suas comunidades. Depois da capacitação eles vão ficar com um olhar mais atento para possíveis focos do mosquito e para a manifestação da doença”, explica a diretora do hospital, Adriana Teixeira.

Ainda de acordo com a programação do hospital, na sexta-feira (18) pela manhã haverá um mutirão formado por funcionários do hospital e técnicos do Ministério da Saúde, que vai percorrer as dependências do Clementino em busca de focos do Aedes. O Complexo Hospitalar Clementino Fraga é representado no Comitê Municipal de Combate e Controle da Dengue pela psicóloga Vera Lúcia, do Núcleo de Epidemiologia.

Leitos para dengue – Este ano o hospital Clementino Fraga entra no atendimento a pacientes com a doença. “Estamos trabalhando para atendermos os casos de dengue, quando houver necessidade de internação. Ao todo teremos 18 leitos para estes pacientes”, frisou Adriana Teixeira.

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus de evolução benigna, na maioria dos casos. Existem duas formas da doença: a clássica e a hemorrágica. No primeiro caso, os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, dores no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos.

A forma mais grave da doença é o tipo hemorrágica que, além dos sintomas clássico, apresenta sangramento, choque interno e pode levar à morte.

O mosquito, depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida. O ciclo da transmissão começa quando a fêmea do mosquito deposita os ovos em recipientes com água, que viram larvas e depois de uma semana transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas.

Números – De acordo com o último boletim epidemiológico da dengue divulgado esta semana pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram notificados nas cinco semanas de janeiro 652 casos de dengue.

Dezesseis municípios estão com coeficiente de incidência acima dos padrões da normalidade: Poço de José de Moura (509,8), Santa Cruz (404,6), Barra de Santa Rosa (346,7), Água Branca (302,7), Carrapateira (256,2), Montadas (210,7), Santa Teresinha (167,8), Serra Branca (163,8), São Sebastião do Umbuzeiro (157,9), Brejo dos Santos (152,7), Caturité (151,4), Santarém (145,7), Cacimba de Areia (138,7), Prata (123,2), Monteiro (119,0) e Emas (118,6).