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Hospital Regional vê crescer casos de mordidas de cães em Campina

quinta-feira, 26 de novembro de 2009 - 20:25 - Fotos: 

Nos últimos 10 meses, o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes tem registrado um crescimento de pessoas vítimas de mordidas de cachorro em Campina Grande e municípios circunvizinhos.

Segundo os dados da unidade, que tem um Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) especializado em tratamento e combate da raiva humana, de janeiro até outubro deste ano mais de 600 pessoas foram mordidas por cachorro. Somente no último mês de outubro, 71 pessoas foram vítimas dos dentes dos caninos contra 79 em setembro, 70 em agosto, 70 em julho, 76 em junho, 62 em maio, 47 em abril, 82 em março, 32 em fevereiro e 51 casos em janeiro.

As mordidas de cachorro representam quase 70% dos casos tratados naquele Centro, que é referência no Estado. Preocupada com o crescimento das mordidas de desse tipo de animais e outros que transmitem a raiva, a Diretoria Técnica do Hospital promoveu um treinamento para todos os médicos e enfermeiros que atuam na emergência e no Ceatox da unidade hospitalar.

A palestra foi ministrada pelo coordenador do Núcleo de Controle de Zoonoses da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francisco de Assis Azevedo, que esteve em Campina Grande acompanhado do técnico Francisco Aldamir Santos. Mais de 20 profissionais do Hospital Regional, a exemplo do diretor técnico Luiz Augusto, dos médicos Aloízio Vasconcelos e Maria Lúcia assistiram a palestra sobre ‘Conduta imunológica e prevenção nos casos de raiva humana’.

O palestrante apresentou aos profissionais normas técnicas que devem ser aplicadas aos pacientes mordidos por cão no chamado tratamento profilático. O profissional tirou dúvidas dos médicos e apresentou as novidades do tratamento. Ele lembrou que sempre que se deparar com uma pessoa mordida por cachorro, primeiramente o médico deve conhecer o tipo de animal agressor. Depois levar em consideração a natureza do ferimento e saber se aquela pessoa também foi tratada ou não. Francisco de Assis lembrou que nem sempre as pessoas mordidas por cão são acometidas da raiva humana.

A recomendação do especialista é que todas as pessoas vitimadas por cães lavem imediatamente o ferimento com água, sabão ou detergente. Não se recomenda a sutura do ferimento. O tratamento para é feito a base de vacina e soro antirábico. São recomendadas cinco doses de vacina em dias alternados, mais a aplicação do soro.

A raiva humana é uma das mais antigas doenças da humanidade e existe desde os tempos da Grécia antiga. De acordo o Núcleo de Controle de Zoonoses da SES, o último caso da doença na Paraíba foi registrado em junho de 1999. No Brasil houve o registro de três casos em 2008, dois deles provocados por morcegos. “Os casos causados por cães diminuem drasticamente no Brasil”, disse o palestrante. 

Da Assessoria de Imprensa do Hospital Regional de CG