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Hospital Regional de CG, nove anos cumprindo a missão de salvar vidas

segunda-feira, 22 de março de 2010 - 17:24 - Fotos: 
O Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, completa nesta terça-feira (23) 9 anos existência, cumprindo a missão de ser uma unidade de urgência e emergência.

Criado pelo governador José Maranhão em 2001, o hospital é um dos mais movimentados do Estado e referência no atendimento de trauma.  Todos os dias, centenas de pessoas de vários cantos da Paraíba e até de outros Estados recorrem aos serviços do órgão. No Centro Cirúrgico o trabalho não pára. São quatro salas que realizam em média 400 cirurgias por mês, muitas delas de alta complexidade.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que pode acolher 10 pacientes, quase sempre funciona com a sua capacidade máxima. “A superlotação é inevitável em um hospital que atende pessoas de 180 municípios. Dentro das limitações temos funcionado bem”, observou Valdevino Neto, chefe do setor.

O Trauma é único hospital público de Campina Grande a funcionar com médicos plantonistas em todas as especialidades. Um deles, o cirurgião Schubert Costa, informa que somente no ano passado foram realizadas mais de quatro mil cirurgias e nos dois primeiros meses deste ano, o número ultrapassou 800. São intervenções torácicas, vasculares, pediátricas, cirurgias plásticas, urológicas, buco-maxilo-faciais, entre outras.

“As pessoas estão entendendo que aqui é um hospital de urgência e emergência. Todas são atendidas, só que pacientes em estado grave tem preferência, já que se existe o risco de morte”, observou o diretor João Menezes.
      
Hospital equipado
– Construído numa área de quase 4 mil metros quadrados distribuídos em três andares, o  Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes já atendeu mais de 20 mil pessoas este ano. Em janeiro foram 10.193 atendimentos contra 9.609 realizado em fevereiro. E os números não param de subir: neste mês de março já fez mais de cinco mil atendimentos.

Único hospital público existente na cidade especializado em atender os casos de alta complexidade, dispõe de 185 leitos distribuídos nas alas clínica e cirúrgica, Unidades de Queimados, Pediatria e UTIs Adulto e Infantil, Centro Cirúrgico com 4 salas e Setor de Emergência.

A Ala de Queimados é considerada uma das melhores em funcionamento no Estado. Há também um Centro de Assistência Toxicológico, hoje igualmente uma unidade de referência, atendendo pessoas vítimas de picadas e mordidas de animais peçonhentos de todo o Estado; conta ainda com setores de Raios-X e Endoscopia. O Hospital Regional funciona com três clínicos de plantão, dois pediatras, dois cirurgiões, além dos demais médicos de outras especialidades. São sete consultórios funcionando todos os dias com médicos de plantão 24h. Alem dos médicos da chamada linha de frente, existe um grupo de profissionais, os chamados médicos alcançáveis que ficam de sobreaviso para dar suporte ao atendimento.

Ao todo o corpo clínico do hospital é formado por 249 médicos entre ortopedistas, cirurgiões, clínicos, neurocirurgiões, oftalmologistas, urologistas, anestesistas e intensivistas.
 
História - O hospital que mudou a história da saúde de Campina Grande começou a ser projetado em nos meados do ano 2000. Na virada do milênio, Campina Grande ainda sofria com sérios problemas para atender à população que adoecia. Faltavam hospitais e médicos para atender os casos de traumas, por exemplo.   

Nos hospitais privados, pacientes se aglomeravam nas filas a espera de atendimento. Naquele ano, aconteceram vários acidentes na cidade e um deles culminou com a morte de uma senhora nas portas de uma dessas casas de saúde. A mulher sofrera um acidente e peregrinava por vários hospitais campinenses, não encontrando vaga e morreu por falta de assistência médica.

A morte da mulher, que na época deixou a sociedade perplexa, chamou a atenção de um grupo de médicos liderado por João Menezes, Márcio Rocha e Mirabeau Maranhão. Eles levaram o problema ao governador do Estado, José Maranhão, que de imediato decidiu criar um hospital que viesse atender os casos de urgência e emergência. Nascia assim, há 9 anos atrás, o Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. Dom Luiz foi bispo na diocese local por mais de 10 anos.

O sonho foi concretizado no ano 2001 quando a equipe médica foi formada e os equipamentos adquiridos. “Quando o Hospital Regional foi aberto fazia quase 30 anos que o Hospital Pronto Socorro da cidade havia sido fechado”, observou o diretor administrativo Márcio Rocha, o primeiro diretor geral da casa hospitalar.

Oficialmente o Hospital foi inaugurado pelo então governador José Maranhão as 11h do dia 23 de março de 2001. O secretário de Saúde era José Maria de França, que exerce o mesmo cargo na gestão atual. Com o passar do tempo, o HR se tornou referência no atendimento a pacientes do SUS, assistindo principalmente pessoas de baixa renda que não tem acesso a planos de saúde.
 
Mudanças – O Hospital Regional passou por uma série de mudanças nos últimos 12 meses. O diretor João Menezes explicou que a atual direção adotou medidas para agilizar e humanizar o atendimento à população. “A nossa maior preocupação é em cuidar bem dos nossos usuários. Por isso, a orientação é para tratar bem as pessoas”, garantiu o diretor.

Entre as melhorias, houve a contratação de mais médicos para suprir as deficiências nos plantões e a solicitação de novos equipamentos junto a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Foram criados uma sala de acolhida e um serviço de triagem para estabelecer quais os pacientes que precisam de prioridade.

As reformas atingiram a parte física, no tocante às redes elétrica e hidráulica. Várias alas foram pintadas, lâmpadas substituídas e o sistema de ar condicionado do Centro Cirúrgico, UTI e Emergência passou por reformas. A direção renovou muitos equipamentos obsoletos, providenciado a manutenção de outros que não estavam sendo utilizados adequadamente.

Além de recuperar a parte física do hospital e a auto-estima dos funcionários, a nova diretoria passou a pagar os fornecedores em dia e garantiu o pleno abastecimento da unidade hospitalar. A gestão corrigiu vencimentos de servidores, elevando os salários de enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem.

Quando reassumiu no dia 2 de março de 2009, a diretoria encontrou o hospital sucateado. Havia funcionários e problemas demais. O quadro de servidores saltara de 400 para mais de 1.200.

O tomógrafo da unidade, por exemplo, não foi implantado pelas gestões anteriores. A UTI, o setor de emergência e o centro cirúrgico não tinham sistema de refrigeração. “Tudo funcionava precariamente. Mas hoje nós conseguimos melhorar a qualidade do atendimento”, garante Márcio Rocha.

Assistência além fronteira – As duas últimas estatísticas com dados de janeiro e fevereiro revelaram que a casa hospitalar atendeu gente até de lugares mais distantes do Estado, como Catolé do Rocha, Cajazeiras, Bonito de Princesa Isabel, entre outros.

E não ficou só na Paraíba, o atendimento ultrapassou as fronteiras, assistindo pessoas de cidades como Equador, Caraúbas e Baraúna (todos no Rio Grande do Norte), mais Caruaru e Recife, em Pernambuco. Queimadas, Lagoa Seca e Puxinanã lideram a lista dos municípios que mais encaminham pacientes ao HR. “A rotina é grande, principalmente no final de semana”, observou a enfermeira Carla Nayara, coordenadora de Enfermagem.
 

Da Assessoria de Imprensa do Hospital Regional de Campina Grande