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18 de junho de 2009

Hospital Infantil Arlinda Marques atende em média 300 pacientes por dia



Nos últimos dois meses, o Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, está atendendo uma média de 300 pacientes por dia, o dobro do que recebia antes, por causa do aumento das viroses neste período chuvoso. Segundo a diretora da unidade, Darcy de Fátima Luckwu de Lucena, cerca de 70% dessas crianças poderiam ser tratadas nas unidades do Saúde da Família. A demanda indevida tem causado a superlotação do hospital de urgência e emergência, que é referência para todo o Estado.

Darcy Lucena explicou que o objetivo do hospital é atender os casos mais graves de urgência e emergência, como convulsão, desidratação, insuficiência respiratória e cirurgias de urgência. “O problema é que os pais trazem crianças com resfriados, doenças de pele, diarréias leves e quadros de febre inicial, problemas que devem e podem perfeitamente ser atendidos em um PSF. Infelizmente, as pessoas se acostumaram a trazer os filhos para cá, porque sabem que, mesmo não sendo sua atribuição, o hospital atende todo mundo”, afirmou.Ela explicou que a prioridade é o atendimento dos casos graves. “Por isso, estamos implantando o sistema de classificação de risco, que vai dizer qual criança será atendida primeiro.

As que não correm risco de morte são atendidas posteriormente, mas quero deixar claro que ninguém volta para casa sem passar por um médico e receber os cuidados necessários”, disse Darcy. Segundo a diretora, a superlotação também acontece porque o Arlinda Marques é o único hospital pediátrico da cidade que faz internação de crianças cardiopatas, neuropatas e com quadros de convulsão.

Atendimento aprovado – A consultora técnica, Monalisa Ferreira de Oliveira, 24 anos, moradora do bairro de Jaguaribe, na Capital, levou a filha de 3 anos ao hospital na última quarta-feira (17) e ficou satisfeita com o atendimento. “Eu nunca tinha trazido a minha filha aqui. Sempre que ela adoecia, eu ia para um hospital particular, mas minha cunhada disse que o atendimento daqui era bom e que não demorava. Os médicos são atenciosos e não tenho do que reclamar”, comentou.
 
Darcy, que também é pediatra, orienta que os pais evitem levar os filhos ao hospital quando a criança apresentar sintomas como resfriados, diarréia leve e febre nas primeiras 24 horas sem estar acompanhada de vômitos ou diarréias graves. “Nesses casos, as medicações utilizadas antigamente, à base de chás, líquidos e antitérmicos são muito eficientes, principalmente para as viroses, já que não existem remédios específicos para isso. Sem falar que uma criança com um simples resfriado, que permanece por muito tempo num hospital junto a outros pacientes, entra em contato com bactérias hospitalares, e pode ser contaminada com doenças como pneumonia, por exemplo.”, alertou.

Complexo – O hospital fica no Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que conta com um ambulatório de especialidades nas áreas de endocrinologia, cardiologia, ginecologia, psiquiatria, pneumologia, psicologia, nutrição, odontopediatria, cirurgia pediátrica, neurologia, referência para doenças metabólicas da triagem neonatal (detectadas no teste do pezinho) e atendimento pediátrico. No ambulatório também funciona o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), que distribui vacinas especiais para crianças cardiopatas, com diabetes e síndrome de down e outras.

 
Assessoria de Comunicação da SES-PB, com fotos de Walter Rafael