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5 de maio de 2009

Hospital Edson Ramalho encaminha projeto da construção de uma UTI Neonatal



O Hospital Edson Ramalho encaminhou projeto para a Secretaria de Saúde do Estado para a construção de uma Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal para atender os bebês que necessitam de cuidados especiais após o parto. A maternidade, que recebeu o título de Amigo da Criança pelo Unicef, realiza cerca de 300 partos por mês.

Com a construção da UTI neonatal, o hospital vai ampliar o atendimento na maternidade, que conta com 37 leitos, e evitar a transferência dos recém-nascidos que necessitam de atenção especial. “Serão construídos 10 leitos na UTI neonatal para evitar que óbitos ocorram com a transferência desses bebês”, informou a diretora, coronel Christiane Wildt Viana.

Um levantamento foi realizado pela diretoria para detectar as carências e os problemas na estrutura física do hospital. Para solucionar esses problemas, já foram pleiteados investimentos junto à Secretaria de Saúde para melhoria e humanização do atendimento, pintura e recuperação do prédio e reforço do sistema elétrico.

A disposição da nova diretoria é investir na qualidade do atendimento, no acolhimento ao paciente, seguindo a Cartilha do Usuário do SUS. “O fator humano é fundamental”, entende a diretora, que revelou lutar para obter recursos para o reequipamento do setor de urgência e emergência, desde a aquisição de novas macas a monitores e sondários, passando pela aquisição de uma unidade de suporte avançado de vida (UTI móvel).  

Atendimento hospitalar

As pessoas necessitadas de cirurgia de catarata podem fazê-la gratuitamente no Hospital Edson Ramalho, onde o setor de Oftalmologia está credenciado para realizar este procedimento. Ali também podem ser feitas vasectomia, no homem, e laqueadura das trompas, na mulher. Igualmente sem custo para o paciente, a esterilização é efetuada desde que a pessoa se enquadre nas condições estabelecidas pelo programa do Governo Federal, executado pela instituição de saúde vinculada à Polícia Militar e que tem quase 40 anos de funcionamento.

O hospital implantou o sistema cromatológico de classificação de riscos para o setor de urgência, onde a demanda é elevada e variada, desde um corte a um infarto. Por esse sistema, inclusive, o Edson Ramalho foi premiado pelo Ministério da Saúde. Por dia, ocorrem dez cirurgias eletivas de alta e baixa complexidade.

Em média, são realizados 900 atendimentos diários no Edson Ramalho, que tem 128 leitos, unidades de terapia intensiva adulta e isolada (para doenças infecciosas), dois centros cirúrgicos, com duas salas de cirurgia em cada um; uma unidade de suporte básico (ambulância com leito e oxigênio) e atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas especialidades médicas de urologia, cardiologia, angiologia, obstetrícia, além de fazer exames laboratoriais. 
  
Situação encontrada

Inicialmente, a coronel Christiane Wildt Viana fez um diagnóstico da situação encontrada, constatando deficiências na estrutura física, fiação exposta em alguns setores, pintura e mobiliário desgastados, e a UTI infantil sem funcionamento, embora estivesse concluída e equipada.

Algumas medidas foram adotadas, como melhorias na recepção, no refeitório, pintura em várias alas, ajardinamento interno, recuperação da capela e ênfase na qualidade do atendimento ao paciente. Externamente, uma das preocupações é facilitar o acesso de ambulâncias, com mudança no pátio de estacionamento.

A equipe é formada por 794 pessoas, sendo 285 militares, 269 civis e 277 prestadores de serviço. Este contingente atende a elevada demanda da grande João Pessoa porque o Hospital Santa Isabel não tem mais o serviço de urgência e emergência, o que sobrecarrega o Hospital Edson Ramalho, pois embora seja um hospital militar, recebe pacientes do SUS, ou seja, todos aqueles que necessitam de atendimento médico.