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26 de fevereiro de 2015

Hospital de Trauma realiza Simpósio do Programa dos Amigos dos Lesados Medulares em Ação



O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena realiza, em seu auditório, o 1° Simpósio do Programa dos Amigos dos Lesados Medulares em Ação (Palma) com o objetivo de orientar os profissionais de saúde sobre as ações para o tratamento de pacientes com fratura da coluna vertebral, incluindo os que apresentam lesão medular. O simpósio representa a segunda fase do Palma correspondente à de treinamento da equipe multiprofissional.

O idealizador e coordenador do programa, o neurocirurgião do Hospital de Emergência e Trauma, Alécio Barcelos, falou sobre a realização do simpósio. “Essa etapa  contempla a capacitação dos profissionais da assistência como médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos, fonoaudiólogos e os pacientes-tutores, dentre outros,  que recebem orientações acerca de como tratar as vítimas de trauma raquimedular visando diminuir o aparecimento das complicações resultantes dessa doença”, explicou.

Alécio disse ainda que o paciente com lesão medular enfrenta muitas dificuldades, incluindo a deficiência física, fatores psicológicos, bem como a reinserção social. “Vamos orientar mais adequadamente o paciente e seus familiares sobre a conduta a ser adotada após a alta hospitalar para que tenham uma reabilitação mais rápida e uma melhor qualidade de vida”, acrescentou.

A abertura do simpósio contou com a participação de Jardson Rodrigo Batista, 29 anos, que em dezembro de 2011 sofreu um acidente de automóvel e foi trazido para o Hospital de Trauma, onde permaneceu internado durante 44 dias. Ele passou por procedimento cirúrgico, porém a fratura da coluna que sofreu causou uma lesão medular grave. Ele relata que no começo foi difícil enfrentar uma realidade cheia de limitações, bem diferente da vida que tinha. Segundo Jardson, hoje em dia é bem diferente, pois desenvolve atividades compatíveis com sua limitação, está emocionalmente equilibrado e muito bem informado sobre os cuidados que precisa tomar.

Jardson prestou seu testemunho e vai participar do Palma como paciente-tutor,  realizando visitas aos pacientes internados para auxiliá-los com sua experiência. “Sinto-me muito feliz pelo convite feito pelo neurocirurgião Alécio Barcelos para ajudar, mostrando que ter uma limitação não impede que sejamos ativos e felizes, trabalhando, divertindo-se, levando uma vida normal”, enfatizou.

O Palma também conta com o apoio de entidades como a Universidade Federal da Paraíba – UFPB. A professora do Departamento de Educação Física da UFPB, Elaine Cappellazzo,  que trabalha com a prática de esportes para pessoas com deficiência, falou sobre a iniciativa do Palma. “Estamos disponíveis para contribuir oferecendo protocolos de intervenção em atividade física para pessoas com lesão medular”, ressaltou.

Programação – O 1° Simpósio Palma acontece até esta sexta-feira (27). Na programação, constam orientações sobre atendimento de urgência de vítimas de trauma raquimedular, manobra de rolamento, prevenção e tratamento de úlceras por pressão, fisioterapia neurológica e treinamento de habilidades motoras, entre outras.