João Pessoa
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Hospital de Trauma realiza palestra para desmistificar morte encefálica

quinta-feira, 19 de março de 2015 - 16:53 - Fotos: 

O Hospital Estadual de Emergência Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, realizou nessa quarta-feira (18) uma palestra sobre Protocolo em Morte Encefálica para a equipe da Assistência com o objetivo de divulgar o conceito entre os médicos e, consequentemente, aumentar os transplantes no Estado.

Para o coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cidot), Igor Mendonça, muitas vezes o médico não dá o diagnóstico por insegurança, devido à falta de conhecimento adequado do protocolo da morte encefálica, cujos critérios já estão, inclusive, bem estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina desde 1997. “A importância da palestra é tentar desmitificar alguns pontos de interrogações que ocorrem no dia-dia dos profissionais para que eles não tenham dúvidas quanto a precisão do diagnóstico”, completou Igor Mendonça.

Durante a palestra do coordenador da neurocirurgia do Hospital de Trauma, Gustavo Patriota, foram abordadas as particularidades de morte encefálica. “Foram compartilhadas dicas de como o médico assistencial pode tornar mais fácil o diagnóstico de morte encefálica e, assim, evitar imprecisões durante exames clínicos no paciente. Também esperamos fortalecer a equipe da Assistência”, salientou.

Participaram diversos profissionais da área de saúde da unidade de saúde, que puderam tirar dúvidas quanto ao protocolo. Foi o caso do médico Laercio Bragante, que achou importante o evento. “Essa palestra, além de ser extremamente esclarecedora do ponto de vista técnico, traz também uma informação para outros profissionais de área não médica e que participam de alguma forma do processo. Ela também trouxe a informação que o protocolo de morte encefálica é seguro e quanto mais pessoas estiverem divulgando sobre o assunto, melhor para todo mundo. Elas têm que entender que a morte encefálica é definitiva”, comentou.

De acordo com a diretora da Central de Transplantes da Paraíba, Gyanna Lys Montenegro, um evento dessa natureza proporciona conhecimento e capacitação aos participantes. “Cada vez que esse conhecimento é propagado, mais pessoas são salvas, através de doações. Um dos fatores que impedem o os familiares de doar é a falta de conhecimento sobre o assunto”, esclareceu.

Morte Encefálica – O Brasil tem um dos protocolos mais exigentes para o diagnóstico da morte encefálica do mundo. Os exames são baseados em normas médicas e incluem testes clínicos para determinar que não há mais reflexos cerebrais, portanto, o paciente não respira sem a ajuda de aparelhos. É importante frisar que os testes são realizados repetidamente em intervalos pré-determinados conforme a faixa etária do paciente. Isso é feito para garantir um resultado exato.