Fale Conosco

14 de abril de 2016

Hospital de Trauma JP incentiva sala de apoio à amamentação



Uma preocupação de toda mãe que vai retornar ao trabalho, depois do período de licença maternidade, e como fará para continuar amamentando seu filho. Pensando nisso, o Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, possui uma sala exclusiva de apoio à amamentação. Com essa iniciativa, o retorno das mães ao trabalho não se torna um momento tão doloroso, pois continuam amamentando e mantendo o vínculo afetivo. Além de terem a oportunidade de continuar amamentando seus filhos pelo tempo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é até os dois anos ou mais.

Para a diretora geral da unidade de saúde, Sabrina Bernardes, todos são beneficiados: mães, bebês e empresa. “Todos ganham com a sala de amamentação. A mulher falta menos ao trabalho porque seu filho adoece menos, podendo retirar o leite e continuar amamentando. O bebê continua recebendo o leite materno, que possui anticorpos que previnem doenças, e por outro lado, o hospital demonstra valor às suas funcionárias ao reservar um espaço neste momento tão especial”, esclarece.

As mães que precisam da sala de apoio à amamentação da instituição, durante o horário de trabalho, vão encontrar um espaço com conforto, privacidade e segurança. Elas podem esvaziar as mamas, armazenando seus leites em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo aos seus filhos. Esses leites são mantidos em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia. Cada recipiente é etiquetado, identificando o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao filho ou pode ainda doá-lo a um Banco de Leite Humano.

É o caso da enfermeira auditora da unidade hospitalar, Flávia Azevedo de Farias, que relatou como se sentiu com o serviço da sala de apoio. “Quando voltei da licença estava preocupada como iria retirar o leite, mas ao conhecer o espaço pude me sentir confortável. O ambiente é perfeito, sem falar nos utensílios higienizados que me deram segurança, graças a este espaço, pude continuar a amamentação”, frisou.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 43% dos trabalhadores brasileiros são mulheres, ou seja, quase metade da força de trabalho no país. De acordo com a OMS e o Programa das Nações Unidades para a Infância (Unicef), cerca de 6 milhões de crianças são salvas a cada ano devido ao aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação materna tem na redução da mortalidade infantil nesta faixa etária.

Com o leite humano, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias, cresce com mais saúde, ganha peso mais rápido, além de ficar menos tempo internado. O aleitamento materno também diminuiu o risco de doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade. A amamentação reduz o peso da mãe mais rapidamente após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia. As chances de se adquirir diabetes ou desenvolver câncer de mama e de ovário também caem significativamente.

Amamentação – A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis primeiros meses de vida do bebê e a amamentação até os dois anos de idade ou mais. Pesquisa divulgada em 2009, do Ministério da Saúde, mostrou que 34% das mães com bebê menor de um ano e que trabalham fora de casa não amamentam mais a criança. Enquanto que as mães que não trabalham fora, esse índice é menor, de 19%.