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8 de abril de 2016

Hospital de Trauma de Campina promove seminário sobre a gripe H1N1



O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, que integra a rede hospitalar do Governo do Estado, realizou, na tarde desta sexta-feira, um seminário sobre a Gripe A (H1N1) e a lavagem das mãos. A abertura do Seminário – que aconteceu no auditório da unidade de Saúde – foi feita pelo diretor geral da unidade, Geraldo Medeiros.

O evento, que contou com a participação de um bom número de profissionais da área de saúde, teve o objetivo de estabelecer padrões de atendimento rápido e resolutivo para as doenças respiratórias agudas graves, dentre estas a gripe H1N1, com base em medidas de otimização do acolhimento destes pacientes (leaning e takt time) e a sequência do atendimento médico (exames, radiografias, medicações).

Na oportunidade, foram discutidas possibilidades de fluxo de atendimento, com leitos de isolamento e UTI e estratégias de segurança por meio do uso correto de equipamentos de proteção individual (EPI) e lavagem das mãos.

O médico pediatra e membro de Segurança do Paciente do Trauma-CG, Flawber Cruz, destacou na sua palestra que em um cenário de crise nos sistemas de prevenção às doenças e proliferação de agentes infecciosos graves, cabe aos profissionais o correto diagnóstico e manejo dos pacientes vitimados pelas novas epidemias, dentre estas o novo surto de H1N1. Para tanto, medidas básicas de segurança do paciente, que garantem o isolamento dos casos transmissores e a proteção de profissionais e acompanhantes, são essenciais para o controle dos surtos.

De acordo com Dr. Flawber, neste sentido, a higienização das mãos dos profissionais se impõe como a estratégia mais simples e mais eficaz de prevenção da contaminação e disseminação de vírus e bactérias na assistência à saúde.

Segundo a médica infectologista do Hospital de Trauma de Campina Grande, Priscilla Sá, os sintomas da gripe H1N1 são febre mais alta, dor no corpo mais pronunciada, tosse e outros sintomas respiratórios. E os de resfriados são sintomas mais leves, sem febre ou febre baixa, tosse e coriza. Pessoas com sintomas gripais e que estão nos grupos de risco devem procurar o médico precocemente. E se houver dificuldade em respirar, procurar o hospital imediatamente e evitar a automedicação.

Para o coordenador do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Trauma-CG, o enfermeiro Dânio de Araújo, mesmo com a vacinação, as pessoas precisam continuar adotando as medidas básicas de higiene, para evitar a transmissão do vírus, como lavar a mão frequentemente com água e sabão ou utilizar o álcool nas mãos.

A coordenadora do curso técnico em Enfermagem da Escola Técnica Redentorista, Renata Cavalcanti, disse que eventos como esse são importantes para esclarecer aos alunos a realidade vivenciada em relação ao H1N1, bem como sensibilizá-los quanto aos cuidados com o uso dos equipamentos de proteção individual (EPI) que devem ser tomados na posição de estagiários.

Já o técnico de Enfermagem da Área Vermelha do Trauma-CG, Eduardo Leite, avaliou o Seminário como de extrema importância para os profissionais de saúde entender a doença, as formas de prevenções e cuidar adequadamente dos pacientes com suspeita ou com o diagnóstico confirmado da gripe H1N1.

O Seminário faz parte da programação alusiva ao Abril Verde, caracterizado em memória às vítimas de acidentes de trabalho.