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2 de julho de 2014

Hospital de Trauma da capital ganha sala de apoio para amamentação



O Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, é uma das unidades de Saúde beneficiadas com a implantação de salas de apoio à mulher trabalhadora que amamenta. A inauguração do ambiente faz parte de um programa desenvolvido pelo Ministério da Saúde voltado para as trabalhadoras nutrizes, tanto de instituições privadas, quanto públicas. A solenidade acontece nesta quinta-feira (3), às 9h, no auditório da instituição.

Além do Trauma, que éo primeiro hospital de emergência do país a contar com esse serviço, haverá salas de apoio em mais três unidades de saúde e em uma empresa de João Pessoa: Hospital da Unimed, Maternidades Frei Damião e Cândida Vargas e a empresa de água mineral Indaiá. No caso das unidades de saúde, o espaço é destinado às colaboradoras, acompanhantes e pacientes internadas na unidade hospitalar e possibilita a realização do desmame e estocagem de leite materno.

De acordo com a consultora da Coordenação Geral da Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM), Janaína Japiassu, o pioneirismo do Hospital de Emergência e Trauma vai evitar nas nutrizes a sensação de desconforto por causa do excesso de leite nas mamas por conta do período em que não ocorre a retirada em decorrência da jornada de trabalho. “É uma grande conquista para as lactantes da unidade de saúde, como também para as acompanhantes e pacientes que não interromperão a alimentação do bebê. O excedente pode ser doado ao Banco de Leite Humano, que direcionará para crianças internas em leitos de cuidados especiais”.

A diretora do Banco de Leite Anita Cabral, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Thaíse Ribeiro, disse que esta iniciativa vem amenizar um problema comum que ocorre no período da amamentação. “Mesmo ficando com o bebê durante a licença maternidade, quando chega o momento da mãe retornar ao trabalho, geralmente, ela para de amamentar e isso ocorre num período em que a amamentação é de extrema importância para suprir as necessidades de nutrição das crianças, que passam por um rápido crescimento físico durante o primeiro ano de vida. Além disso, o ato de amamentar traz um forte elo de interação entre o bebê e sua mãe”, lembrou.

Segundo Thaíse, a meta é que até o final de 2014 sejam implantadas mais quatro salas, por meio de uma parceria entre a SES, Banco de Leite Anita Cabral e a Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), nas empresas Alpargatas, Demillus, Mussulo Resort e Hospital Edson Ramalho.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a manutenção do aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementar até dois anos ou mais. Muitas mães param antes disso por conta do trabalho fora de casa.

Com base nessa problemática, o Ministério da Saúde desenvolveu programas para aconselhamento e incentivo à amamentação. Levantamentos realizados pelo ministério mostram que, em 1975, a duração mediana da amamentação era de 2,5 meses, crescendo para 5,5 meses em 1989, para cerca de sete meses em 1996, e para 9,9 meses em 1999.

Os números demonstram o crescimento progressivo da duração da amamentação, bem como o sucesso da iniciativa tomada pelo governo brasileiro. Um desses projetos é a implementação de salas para mulher trabalhadora que amamenta, em empresas e instituições privadas e públicas, em todo território nacional. Toda empresa que tiver, no mínimo, 30 mulheres com idade igual ou superior a 16 anos, deverá aderir ao projeto, que está em tramitação para tornar-se lei nacional.

Política de aleitamento materno – A Paraíba se destaca, em nível nacional, na política de aleitamento materno e redução da mortalidade infantil. Um levantamento divulgado em 2013 mostra que a mortalidade infantil no Estado teve a maior queda em todo o país.

Nesse contexto, os Bancos de Leite Humano se configuram como um centro especializado, responsável pela promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e execução de atividades de coleta do excedente da produção lática de nutrizes; responsável pelo processamento e controle de qualidade do leite humano ordenhado, e posterior distribuição, sob prescrição de médicos ou nutricionistas. Nesse mesmo sentido, os bancos de leite dão apoio também às salas de amamentação nas empresas.