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5 de julho de 2013

Hospital de Trauma conclui plano que prevê mais segurança no atendimento aos pacientes



O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena quer reduzir os riscos e os possíveis danos em decorrência deles à saúde dos seus pacientes e colaboradores. Nesse sentido, concluiu o mapeamento do plano de Gerenciamento de Risco em todos os setores da área assistencial do hospital e até o final do mês pretende finalizá-lo nos setores administrativos. A ação faz parte de um plano de metas que a unidade precisa cumprir para conquistar o certificado de Acreditação hospitalar.

De acordo com a consultora do núcleo da Qualidade do Hospital, Suênia Ferreira, o Gerenciamento de Risco é a tomada de decisões relativas aos riscos ou a ação para a redução das consequências ou probabilidade de ocorrência que serve para minimizar os riscos potenciais de eventos adversos/sentinelas. “Para isso se faz necessário conhecer os riscos e suas práticas de controle com o objetivo de evitar possíveis eventos”, disse.

Os riscos podem se tornar possíveis eventos e deve-se notificar sempre que for detectado um evento adverso/sentinela. “Com as notificações, todos nós somos beneficiados, pois estamos colaborando para a vigilância sanitária dos produtos de saúde comercializados em todo o Brasil, com também para uma assistência ao paciente qualificada e segura, envolvendo assim a segurança institucional”, lembrou Suênia.

Ela acrescentou que o Hospital de Trauma se adiantou a uma medida do Governo federal quando iniciou o processo para a implantação do Gerenciamento de Risco, pois ainda no primeiro semestre desse ano o Ministério da Saúde, através da Portaria 529, tornou obrigatório o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que prevê, dentre outras medidas, a promoção e apoio à implementação de iniciativas voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da atenção, organização e gestão de serviços de saúde, por meio da implantação da gestão de risco e de Núcleos de Segurança do Paciente nos estabelecimentos de saúde.

Para o superintendente da Cruz Vermelha Brasileira, Ricardo Elias Restum, gerenciar os riscos implica automaticamente em grande economia de recursos, de tempo, de energia e também em redução do número de demandas e queixas. Como consequência direta do menor número de demandas, aumenta a satisfação dos  colaboradores, uma vez que gera um ambiente de conforto para o trabalho extremamente desejado.

A instituição passa a ser vista como segura, transformando essa percepção de segurança, em um precioso ativo institucional. Além disso, a visibilidade positiva no mercado é imediata, pois ninguém busca um hospital que seja alvo recorrente de processos judiciais”, lembrou Ricardo.