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Hospital Clementino Fraga vai inaugurar centro de tratamento de imunologia

sexta-feira, 14 de setembro de 2012 - 10:56 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

O Hospital Clementino Fraga, que pertence à rede estadual de saúde, se transformará em centro de referência para o tratamento de patologias imunológicas. No dia 21 deste mês o hospital, localizado em João Pessoa, inaugura um centro de imunologia e realiza um fórum nacional abordando a imunodeficiência primária.

O evento servirá como marco para o centro, que tornará o Hospital Clementino Flagra a terceira unidade de saúde como referência dessa patologia no Nordeste. O fórum, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Imunodeficiência (ABRI), prosseguirá no dia 22 no auditório do Hotel Tambaú e terá a participação de médicos do Hospital Central e da USP de São Paulo, além de profissionais de outros Estados.

O centro de imunologia terá infraestrutura para testes e internações, além de espaço para estudo e vivencia destinado aos profissionais. O evento é voltado para médicos, enfermeiros e estudantes e as inscrições já estão abertas, podendo ser realizadas pelo e-mail abripb@gmail.com ou pelo telefone (83) 3242-2645/ 9684-1147. Será aberto aos profissionais lotados no Estado e para os demais será cobrada taxa de inscrição de R$ 50,00.

“Quando o Clementino Fraga foi indicado como centro de referência no Estado para avaliação, prevenção, diagnóstico e tratamento de pacientes com história de infecções de repetição, fiquei entusiasmada, pois se trata de um novo serviço que vem para engrandecer ainda mais o hospital. Isso mostra o grande investimento que Governo do Estado vem fazendo”, disse a diretora geral do Hospital Clementino Fraga, Adriana Teixeira.

Imunodeficiências primárias – São patologias comumente genéticas e hereditárias que fazem com que o paciente não seja capaz de desenvolver resposta imunológica adequada às infecções. Não havendo defesa efetiva contra certos grupos de bactérias, fungos ou vírus, o paciente poderá desenvolver infecções de repetição, por vezes graves e debilitantes, deixando sequelas para toda a vida, e, em certos casos, ser vítima de morte precoce.

Há cinco anos, eram cerca de 120 patologias identificadas. Hoje temos mais de 200 imunodeficiências primárias descritas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são importantes para redução da morbimortalidade e do impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Nos Estados Unidos há mais de 250 mil pacientes diagnosticados com imunodeficiência primária. No Brasil, são pouco mais de 2 mil casos registrados, contudo estima-se que entre 120 mil e 150 mil pessoas vivam com algum tipo de imunodeficiência primária no país.

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