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13 de outubro de 2015

Hospital Arlinda Marques participa da Campanha Nacional de Fissura Lábio Palatina nesta quarta e quinta-feira



O Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que integra a rede hospitalar do Estado, participa nesta quarta (14) e quinta-feira (15) da Campanha Nacional de Fissura Lábio Palatina, que acontece em várias capitais e cidades brasileiras. A campanha é um trabalho conjunto da Smile Train, ONG, que se dedica a oferecer tratamento gratuito a pessoas com fissura lábio palatina, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Fundação Ideah. O objetivo é conscientizar a população para esse problema e diminuir a fila de espera por cirurgia.

De acordo com o cirurgião plástico Wagner Leal e coordenador do Serviço de Cirurgia Plástica do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, 14 procedimentos cirúrgicos serão realizados durante esses dois dias no Hospital. Participarão da campanha seis cirurgiões plásticos, sendo dois do Arlinda Marques, que também terá um cirurgião pediátrico; três de Campinas (SP) e um do HU da UFPB.

Durante a campanha, vários centros de tratamento de fissura lábio palatina espalhados pelo Brasil receberão a visita de um cirurgião plástico de grande experiência para realizar cirurgias de reparação dessa deformidade congênita junto com a equipe local, treinando-a para otimizar o tratamento desses pacientes.

O diretor geral do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, Bruno Leandro de Souza, destacou mais esta parceria do Governo do Estado. “Nós sempre estaremos de portas abertas para participar de ações como essas, que têm com principal objetivo trazer benefícios para a população paraibana e, nesse caso específico, na área de saúde para as nossas crianças”,  afirmou o diretor ao lembrar de outra parceria importante firmada, desta vez na área de cardiologia, pelo Governo do Estado com a ONG Círculo do Coração, do Recife (PE), que já possibilitou o atendimento a milhares de crianças cardiopatas na Paraíba.

Sobre a doença – Omédico Wagner Leal explicou quea fissura lábio palatina é uma condição congênita que acontece em um em cada 700 nascidos vivos, por uma falha na formação da face entre a 8ª e 12ª semana de gestação e altera o formato de nariz, lábio, arcada dentária superior e céu da boca e que podecausar alteração na fala, na alimentação e ser causa de infecções crônicas de ouvido.

O problema acomete mais meninos que meninas e é multifatorial, ou seja, pode ocorrer por causas genéticas ou por uso de medicamentos durante a gestação. Apesar de ser frequente em algumas famílias, muitas vezes não se encontra causa genética específica causadora da fissura.

Na maioria das vezes são necessárias de duas a cinco cirurgias, da infância à adolescência, dependendo da gravidade de cada caso, para a reabilitação.

O acompanhamento é feito por equipe multidisciplinar, envolvendo cirurgião plástico, ortodontista, fonoaudiólogo, pediatra, psicólogo, assistente social, entre outros. As crianças acometidas, após tratadas, podem ter a vida normal, sem limitações. “Para que haja bons resultados, é importante que cada tratamento seja realizado na época correta”, destacou.

Sobre a campanha – Com essa iniciativa, espera-se que a lista de espera de pacientes por esse procedimento diminua consideravelmente, beneficiando cerca de 200 pessoas.  A expectativa é de que sejam realizadas, pelo menos, 70 cirurgias no Nordeste, 60 na região Norte, 55 no Centro-oeste, 30 na região Sudeste e dez no Sul do país. Todo ano, a Smile Train realiza cerca de 3,5 mil cirurgias de reparação da fissura lábio palatina em todas as regiões do Brasil, incluindo populações ribeirinhas da Amazônia. A estimativa é de 4,3 mil nascimentos de crianças com fissura por ano no país.