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14 de outubro de 2015

Hospital Arlinda Marques inicia mutirão de cirurgias de fissura lábio palatina



“Meu desejo é ver minha filha falando normalmente e tenho certeza que esse sonho eu vou realizar aqui nesse hospital, com a graça de Deus”. A declaração é da dona de casa Aline Jesus de Morais, que mora na Aldeia Jaraguã, no município de Rio Tinto. Ela é mãe de Luis Andrade de Moura Santos, de 7 anos, uma das 14 crianças que irão passar pela cirurgia  de fissura lábio palatina no Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que integra a rede hospitalar do Estado.

O hospital está participando de uma campanha nacional em um trabalho conjunto da Smile Train, ONG que se dedica a oferecer tratamento gratuito a pessoas com fissura lábio palatina, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Fundação Ideah e tem como objetivo  conscientizar a população para esse problema e diminuir a fila de espera por cirurgia. Os procedimentos foram iniciados nesta quarta-feira (14) com término previsto para sexta-feira (16).

Aline Jesus contou que descobriu o problema assim que seu filho nasceu e de imediato procurou o Hospital Arlinda Marques, onde recebeu todo atendimento necessário. “Essa é a terceira cirurgia que meu filho faz e todas elas feitas com sucesso aqui no Arlinda Marques, onde ele também recebe todo atendimento necessário”, destacou.

A recepcionista Emanuele de Araújo Moura, que reside no município de Picuí, também se encontra no Arlinda Marques com a filha Yasmim Evellyn Araújo Santos, com 4 anos.  Ela conta que a primeira cirurgia foi feita quando a criança tinha três meses e a segunda com um ano e sete meses. “Agora ela vai fazer o terceiro procedimento e tenho certeza que mais uma vez será realizado com sucesso para que ela possa ter uma vida normal”, destacou.

Clenilda de Medeiros Nóbrega mora na cidade de Patos e é mãe de Bianca de Medeiros Leite, de 10 anos. Ela disse que descobriu o problema da filha durante a gestação e assim que a criança nasceu procurou logo um médico especialista no assunto. “Quando ela tinha oito meses foi feita a primeira cirurgia e, logo depois, com um ano e três, foi feito um novo procedimento, sempre aqui no Arlinda Marques. Agora será feita mais uma cirurgia de correção e eu acredito que, a exemplo das outras, tudo vai transcorrer bem e com sucesso”, afirmou.

De acordo com o cirurgião plástico Wagner Leal, coordenador do Serviço de Cirurgia Plástica do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, a fissura lábio palatina é uma condição congênita que acontece em um1 em cada 700 nascidos vivos  que acontece por uma falha na ormação da face entre a 8ª e 12ª semana de gestação e altera o formato de nariz, lábio, arcada dentária superior e céu da boca e que podecausar alteração na fala, na alimentação e ser causa de infecções crônicas de ouvido. O problema acomete mais meninos que meninas e é multifatorial, ou seja, pode ocorrer por causas genéticas ou por uso de medicamentos durante a gestação. Apesar de ser frequente em algumas famílias, na maioria das vezes não se encontra causa genética específica causadora da fissura.