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9 de dezembro de 2013

Hospital Arlinda Marques firma parceria com ONG americana na área de ortopedia



O Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que integra a rede hospitalar do Estado, recebe nesta terça-feira (10) dois representantes da Organização Não Governamental (ONG) Miraclefeet, com sede na Carolina do Norte, Estados unidos da América. O objetivo da visita firmar uma parceria na área de ortopedia. O encontro está marcado para as 9h e vai contar com a presença do secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza.

Há dez anos utilizando o método de Ponseti para o tratamento do pé torto congênito, o ortopedista pediátrico e mestre em Medicina Francisco Laécio Vieira Damaceno, que coordena a Ortopedia Pediátrica no Hospital Arlinda Marques,foi procurado pelo representante da ONG Miraclefeet, Richard Hoffmann, para firmar a parceria. O método de Ponseti para o tratamento do pé torto congênito consiste em tratar as deformidades desde a primeira semana, através de manipulações e aplicação de gessos seriados, com intervalos semanais, num total de 5 a 6 trocas de gesso e uma pequena cirurgia (tenotomia do tendão calcâneo); uso de gesso por mais 3 semanas e uso de órtese (Denis Browne) por 4 anos.

A ONG Miraclefeet se propôs a investir na infraestrutura para melhorar ainda mais a qualidade do serviço e financiar todo o tratamento das crianças que apresentam a deformidade, uma vez que a missão desta organização é oferecer um tratamento adequado ao paciente com pé torto congênito nos países em desenvolvimento. “Essa parceria não trará nenhum ônus ao Estado. Ao contrário, ela vai beneficiar as crianças pobres do nosso Estado, promovendo o tratamento adequado ao pé torto congênito, através da aplicação do Método”, explicou o médico Francisco Laécio Damaceno.

Ele adiantou que a ONG vai oferecer insumos como algodão ortopédico, gesso e órteses gratuitas, treinamento de médicos e paramédicos para o aprendizado do método. Em contrapartida, o Estado deve se comprometer na utilização do método de Ponseti para o tratamento do pé torto congênito e permitir a utilização dos dados dos pacientes no Cadastro Internacional de Pé Torto Congênito.

O ortopedista pediátrico disse ainda que, além de investir na melhoria dos serviços e custear as despesas do tratamento, a ONG também divulgará o método de Ponseti em todo o Estado, por meio do Arlinda Marques e sua coordenação. Essa mesma divulgação será feita na Paraíba para que os pais que têm filhos com pé torto congênito procurem o Hospital Arlinda Marques para que a criança receba o atendimento adequado e especializado.

Francisco Laécio explicou que o pé torto congênito atinge uma em cada 1000 crianças nascidas vivas e alertou que quanto mais cedo for tratada, maior a chance de o sucesso ser alcançado. Semanalmente, ele atende cerca de 10 pacientes com o pé torto e disse não ser raro atender crianças com idade de 10 anos sem nunca ter iniciado um tratamento. Nessa faixa etária, além do tratamento ser muito oneroso – podendo ser gastos mais de R$ 100.000,00 com materiais – é muito doloroso para o paciente e nunca será melhor do que o tratamento conservador, que se inicia logo na primeira semana de vida.