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Hospitais realizam o teste da orelhinha, essencial para o bebê

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 - 11:42 - Fotos:  Secom-PB

Duas unidades de saúde da rede estadual, a Maternidade Frei Damião e o Hospital Edson Ramalho, realizam o exame “Emissões Otoacústicas Evocadas”, conhecido popularmente como o “Teste da Orelhinha”. Esse exame é simples, mas essencial para a vida do bebê, já que a audição é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança.  De acordo com os especialistas, o bebê já escuta a partir do quinto mês de gestação, quando ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz.

O fonoaudiólogo Bruno Ribeiro de Oliveira, coordenador do Serviço de Fonoaudiologia do Hospital Edson Ramalho da Polícia Militar, explica que a audição é o sentido imprescindível para o inicio do desenvolvimento da linguagem. “A mínima perda da capacidade auditiva impede de receber adequadamente as informações sonoras, essenciais para a aquisição da linguagem. É por meio desse sentido e da experiência que as crianças têm com os sons, ainda na barriga da mãe, que se inicia o desenvolvimento com a linguagem”, explica.

O Hospital Edson Ramalho é um dos centros audiológicos de referência do Ministério da Saúde, pois nele são realizados exames necessários para diagnosticar a perda auditiva em recém-nascidos, crianças, adultos e idosos. No Edson Ramalho , são realizados em média cerca de 320 exames por mês, e a unidade de saúde também oferece uma gama de diagnóstico auditivo diferencial e um desses procedimentos é o teste da orelinha.

Na Maternidade Frei Damião, o teste da orelhinha é feito desde janeiro de 2008 e está é inserido no programa de triagem auditiva neonatal. Em 2011, até o mês de setembro, 3.123 crianças foram beneficiadas com o exame.

A importância do exame - O exame é realizado por fonoaudiólogos, leva em torno de 10 minutos, não tem qualquer contra-indicação. Também não causa incomodo ou desconforto ao bebê e não exige nenhum tipo de intervenção invasiva. Inicia-se com um levantamento e registro de dados que identifiquem indicadores de risco para o desenvolvimento da audição e da linguagem, posteriormente procede-se ao exame propriamente dito, na presença do responsável previamente esclarecido. Com a finalidade de complementação do exame de Emissões Otoacústica, o reflexo cócleo-palpebral é analisado frente à estimulação de um agogô.

O fonoaudiólogo alerta que caso os pais não tenham feito o Teste da Orelhinha em seus filhos logo após o nascimento, poderão fazê-lo posteriormente outros testes, como as avaliações auditivas feita por uma fonoaudióloga que podem mostrar se uma criança tem ou não perda auditiva. “Muitas vezes, a própria percepção dos pais indica que algo pode estar ocorrendo, por exemplo, se a criança só responde a sons muito altos e não reage a estímulos habituais como o chamado da mãe, é bom procurar um otorrinolaringologista”, alerta.

Bruno Oliveira destaca importância da implantação do Serviço Fonoaudiológico com enfoque a Triagem Auditiva Neonatal nas maternidades do Estado, fazendo com que a avaliação auditiva chegue a todos os recém nascidos. Essa ação, segundo o fonoaudiólogo, vai garantir que bebês e crianças identificadas com problemas de surdez ou não, tenham acesso à triagem, diagnóstico e à intervenção o mais breve possível, oferecendo um futuro desenvolvimento adequado da linguagem e consequentemente melhor socialização.