João Pessoa
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Homens e máquinas trabalham dez horas/dia no Centro de Convenções

quarta-feira, 7 de outubro de 2009 - 16:13 - Fotos: 

Máquinas e operários estão trabalhando 10 horas por dia no desmatamento de 19 hectares para a construção do Centro de Convenções de João Pessoa. Atualmente estão sendo empregados 15 homens e esse serviço prossegue por mais 30 dias. No pique das obras serão contratados mais de 400 trabalhadores.

O engenheiro encarregado geral da obra, José Lopes Rodrigues, da construtora Via Engenharia, afirmou que depois da limpeza da área, começa então os trabalhos de terraplanagem, depois fundação e construção propriamente dita, quando serão inicialmente montados os escritórios, cantina e demais ambientes para abrigar as equipes de trabalho, vindo logo em seguida a edificação do Centro de Convenções de João Pessoa.

Gestão ambiental – Fábio Mendonça Ferreira, contratado pela Via Engenharia, cuida da gestão ambiental. Fiscaliza, fotografa e filma toda a derrubada e retirada das árvores, para assegurar os procedimentos de supressão da mata de acordo com os estudos de impacto ambiental.

Ele afirmou que a madeira cortada nessa obra pública está sendo encaminhada aos órgãos ambientais (Ibama e Sudema) e deve ser destinada a entidades sem fins lucrativos. De acordo com o projeto paisagístico do Centro de Convenções, as árvores adultas e de maior porte não são derrubadas, farão parte do ambiente, das áreas externas do equipamento.

Ordem de serviço – A construção do Centro de Convenções de João Pessoa teve a ordem de serviço assinada no dia 28 de setembro pelo governador José Maranhão, depois de vencidas pendências junto ao Tribunal de Conta da União (TCU). A solenidade ocorreu no canteiro de obras da rodovia PB-008, no Pólo Turístico Cabo Branco, acesso às praias do Litoral Sul da Paraíba.

A obra custará R$ 106,5 milhões, dos quais 20% serão de recursos próprios do tesouro estadual. Já estão assegurados R$ 10 milhões e mais R$ 30 milhões são pleiteados junto ao Governo Federal.

Estrutura – O Centro será composto de praças, espelho d’água, estacionamento, jardins, mais uma reserva legal de preservação ambiental. Junto com o equipamento, o governo estadual trabalha na execução do Pólo Turístico Cabo Branco, que está sendo reavaliado por uma comissão.

O projeto do Centro de Convenções ocupa uma área total de 34 hectares, sendo 19 hectares (38.947 metros quadrados) destinados para área de construção e 15 hectares para área preservada e faz parte do Pólo Turístico Cabo Branco. Serão gerados 400 empregos diretos e o Centro contará com quatro blocos e espaços como torre/mirante, onde ficará o restaurante; bloco para feira de exposições e eventos; teatro/auditório (com de 3 mil assentos) e um Centro de Congressos, entre outros ambientes.

Repercussão – A idéia é que a obra seja um marco na economia da Paraíba. O projeto do empreendimento foi elaborado pela arquiteta Isabel Caminha, do escritório mineiro Arte & Arquitetura, está sendo executado pela construtora Via Engenharia e fiscalizado pela Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado da Paraíba (Suplan). Todas as espécies de flores silvestres e árvores características do Litoral encontradas na área serão preservadas. 

A arquiteta que assina o projeto, Isabel Caminha, revelou que a obra pode ser classificada como um dos conjuntos arquitetônicos mais modernos do Brasil. “O projeto foi elaborado de forma que após a construção da feira de exposições e do estacionamento, o espaço já possa abrigar eventos. Cada prédio será construído de forma independente e seu funcionamento deve acontecer logo após finalização da obra”.

Dados do Convention Bureau apontam que atualmente a perda em recursos que poderiam ser injetados na economia da cidade gira em torno de R$ 35 milhões por ano. Espera-se que a construção do Centro de Convenções crie expectativas reais de geração de empregos.

Josélio Carneiro, com fotos de Marcos Russo, de A União