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15 de julho de 2011

Hemonúcleos poderão fazer coleta de plasma para a retirada de hemoderivados



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) pretende expandir a coleta de plasma para todos os hemonúcleos do Estado. Até agora apenas o Hemocentro de João Pessoa e o Regional de Campina Grande realizam esse procedimento. O assunto foi discutido durante uma reunião em Recife entre os técnicos da Secretaria de Estado da Saúde, a gerente de qualificação de fornecedores da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), Adriana Parode, e a responsável pelo setor social e ambiental do órgão, Danuza Benjamim.

De acordo com a diretora administrativa do Hemocentro de João Pessoa, Ione Moreira, durante a reunião a Hemobras passou as informações sobre o que será necessário para que os hemonúcleos possam ser qualificados para fazer a coleta desse plasma.

Entre os requisitos, os hemonúcleos terão que ter os equipamentos para a realização do procedimento e outras mudanças na área tecnológica e de infraestrutura. Para o dia 2 de julho está marcada nova reunião com o assessor técnico da SES, Murilo Wanzeler, e os coordenadores dos 11 hemonúcleos do Estado, quando serão identificadas as necessidades de cada unidade para atender os critérios da Hemobrás.

Ione Moreira explicou que em uma primeira etapa a SES pretende qualificar os hemonúcleos regionais, a exemplo de Patos, Cajazeiras e Piancó, e outros onde o fluxo de doadores é maior. “De forma gradativa, o nosso objetivo é qualificar todos os hemonúcleos do Estado”, afirmou a diretora administrativa do hemocentro.

Ela explicou que o plasma é colhido nos Hemocentros de João Pessoa e Campina Grande. Uma vez por mês, o Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB) com sede em São Paulo vem à Paraíba pegar o material. Na Capital paulista é feito o processamento e logo em seguida o produto segue para a França onde são retirados os hemoderivados.

Os componentes são enviados para o Ministério da Saúde que distribui com os hemocentros que enviaram o plasma. Entre hemoderivados estão o fator-8, usado pelos hemofílicos, e a albumina, destinada a pessoas que têm deficiência de proteínas.

Ione Moreira afirmou que a Hemobrás estará inaugurando a primeira parte do seu parque tecnológico no mês janeiro do próximo ano no município de Goiana, no Pernambuco. O primeiro bloco vai funcionar a câmera fria e com isso o plasma não será mais levado para São Paulo e sim para a Pernambuco onde será processado e encaminhado para a França.