Fale Conosco

16 de abril de 2015

Hemocentro Regional de Campina atende pacientes hemofílicos



O Hemocentro Regional de Campina Grande atende a aproximadamente cem pacientes com hemofilia A e hemofilia B. Os pacientes são de diferentes cidades do Estado, de diversas faixas etárias e são atendidos no Setor de Apoio ao Paciente, que funciona dentro do próprio Hemocentro, 24h por dia, todos os dias da semana. Nesta sexta-feira (17) será comemorado o Dia Mundial da Hemofilia e a programação do Hemocentro será realizada no dia 12 de maio, juntamente com a Federação Brasileira de Hemofilia e a Sociedade de Hemofílicos da Paraíba.

O Setor de Apoio ao Paciente do Hemocentro possui uma equipe de profissionais multidisciplinar, formada por médicos hematologistas, psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas, assistente sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que oferecem aos pacientes dispensação de fatores para profilaxia e o tratamento indicado para cada caso. Além de atender aos casos de hemofilia A e hemofilia B, o serviço também oferece atendimento a pacientes com anemia falciforme ou que tenham anemia e sejam encaminhados pelas unidades básicas de saúde por necessitar de parecer de médico hematologista, que prescreve tratamento medicamentoso ou transfusão de sangue, plasma ou plaquetas.

A hemofilia é uma doença genético-hereditária que se caracteriza por desordem no mecanismo de coagulação do sangue e manifesta-se quase exclusivamente no sexo masculino. Em geral, as mulheres não desenvolvem a doença, mas são portadoras do defeito, e o filho do sexo masculino é que pode manifestar a enfermidade. Nos quadros graves e moderados, os sangramentos acontecem espontaneamente e em geral, são hemorragias intramusculares e intra-articulares que desgastam primeiro as cartilagens e depois provocam lesões ósseas. Os principais sintomas são dor forte, aumento da temperatura e restrição de movimento. As articulações mais comprometidas costumam ser joelho, tornozelo e cotovelo.

Os episódios de sangramento podem ocorrer logo no primeiro ano de vida do paciente sob a forma de equimoses (manchas roxas), que se tornam mais evidentes quando a criança começa a andar e a cair. No entanto, quando acometem a musculatura das costas, não costumam exteriorizar-se. Nos quadros leves, o sangramento ocorre em situações como cirurgias, extração de dentes e traumas. Os pais e responsáveis pelos cuidados com as crianças devem estar sempre atentos a sinais como sangramentos frequentes e desproporcionais ao tamanho do trauma ou manchas roxas que aparecem no bebê quando ele bate nas grades do berço.