João Pessoa
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Hemocentro realiza palestra sobre processo de doação de medula óssea

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 - 10:28 - Fotos: 

A diretora de coordenação e captação da ONG Amigos do Transplante de Medula Óssea (Atmo), Liliane Peritore, ministrou palestra, nessa quinta-feira (12), no auditório do Hemocentro de João Pessoa, sobre o processo da doação. Na palestra, ela destacou que o trabalho que a ONG desenvolve vem contando com importantes aliados, que são as redes sociais, principalmente facebook e twitter, para encontrar doadores.

A Atmo é uma ONG sem fins lucrativos, que atua em Recife, Caruaru e Porto Velho, apoiando pacientes portadores de doenças onco-hematológicascom indicaçãopara transplante de medula óssea. A diretora geral do Hemocentro, Sandra Sobreira, informou que o convite para a Atmo faz parte das ações para lembrar o Dia da Medula Óssea, comemorado no próximo dia 14.

Liliane Peritore agradeceu o convite e disse que palestras semelhantes serão realizadas em todo Nordeste, já que o Ministério da Saúde autorizou aumento no cadastro de doadores na região. Na Paraíba, aumentou de 3.140 para 13.044. “A nossa intenção também é fazer parceria com os hemocentros e centrais de transplantes porque estas instituições têm condições de capacitar os seus servidores”, explicou.

No Hemocentro da Paraíba, o material é coletado e enviado para Recife, onde é feito o exame de HLA, um dos principais determinantes da compatibilidade em transplantes. No Estado, 46.764 pessoas são cadastradas para doação de medula óssea.

A medula óssea é constituída por um tecido esponjoso mole, conhecido popularmente como tutano, localizado no interior dos ossos longos. É nela que o organismo produz praticamente todas as células do sangue: glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Ela mantém-se em atividade intensa e ininterrupta para produzir células sanguíneas e, para isso, depende de abundante e contínuo suprimento de substâncias.

As doenças onco-hematológicas, com indicaçãopara transplante de medula óssea, são leucemia, aplasia de medula, anemia de Fanconi, linfoma, melanoma, hepatite tipo 1, e sintomas como, febre, dor no corpo e articulações, cansaço, palidez, dor na garganta, manchas vermelhas e sangramentos. Segundo Liliane Peritore, sintomas semelhantes não podem durar mais de 30 dias e pacientes que desenvolveram alguma doença onco-hematológica e não responderam bem ao tratamento, certamente terão que fazer transplante de medula óssea. Até julho deste ano, foram realizados 155 transplantes no Brasil e no exterior.

Redome – O Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome) é um sistema criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) para registrar as informações de possíveis doadores de medula óssea. O sistema facilita as buscas de compatibilidade com receptores. O Redome reúne as informações básicas de identificação e especificidades como resultados de exames e características genéticas de pessoas que se dispõe a ser um doador. A estimativa de ser compatível é de aproximadamente 25% entre irmãos e 5% entre os primos, podendo chegar a 1 em 100.000 em pessoas da mesma região. Esta dificuldade acontece devido a miscigenação. Nos casos de contabilidade, o possível doador é chamado para os testes confirmatórios. Todas as despesas são pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como passagens, hospedagens e alimentação com acompanhante.

A Atmo tem oito anos de fundação, quatro deles reconhecidos como entidade filantrópica. Na ONG, que sobrevive da ajuda de sócios contribuintes e de um bazar solidário que funciona na sede, em Recife, trabalham dez pessoas, entre psicólogos, assistentes sociais, advogados e médicos. “Meu primeiro marido morreu de câncer e percebi a dificuldade que as pessoas enfrentam nesse processo de adoecimento das enfermidades mais graves. Foi quando iniciei este trabalho que faz eu me sentir renovada, no momento em que conseguimos conscientizar o voluntário a ser um doador. É uma renovação pessoal diária”, disse Liliane Peritore. Quem quiser conhecer o trabalho da ONG pode acessar o endereço www.atmo.org.br.