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6 de maio de 2014

Hemocentro realiza ação de saúde para identificar portadores de doença falciformes em quilombolas



O Hemocentro de João Pessoa realiza nesta quarta-feira (7), na cidade de Manaíra, no Sertão, um mutirão de saúde em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher e Diversidade Humana. A ação acontece na comunidade quilombola Fonseca, no horário das 9h às 17h, no Salão Comunitário da comunidade e deverá beneficiar 187 pessoas de 57 famílias.

De acordo com a diretora do Hemocentro de João Pessoa, Sandra Sobreira, serão dadas orientações nutricionais sobre deficiência de vitaminas que causa a cegueira noturna como também sobre doença falciforme. Ainda durante o mutirão será feita coleta de sangue para exame de eletroforese/anemia falciforme e um levantamento de demandas de saúde e doenças da comunidade.

“O nosso objetivo é rastrear e identificar as pessoas portadoras do Traço Falcêmico e/ou da doença falciforme, e poder fazer o controle e orientação, bem como identificar o percentual da comunidade que possui o traço e/ou doença, através do cadastro no hemocentro coordenador”, explicou Sandra Sobreira.

Sobre a doença - No País existem mais de 30 mil pessoas cadastradas com a doença nos hemocentros e hospitais de referência, segundo o Ministério da Saúde. Na Paraíba são mais de 300 pessoas com a Anemia Falciforme, segundo informações da Associação de Pessoas Portadoras de Anemia Hereditária – ASPPAH.

Os sintomas da doença são diversificados, como dores ósseas, dores na barriga, infecções repetidas, podendo levar à morte. Crianças e adultos podem apresentar palidez e ter o branco dos olhos amarelado, o que pode ser confundido com hepatite.

O reconhecimento da doença no recém-nascido é feito pelo teste do pezinho, na sua primeira semana de vida. Crianças maiores de quatro meses, jovens e adultos que não fizeram o teste do pezinho podem realizar o exame de sangue para o diagnóstico da doença.

Tratamento – Na Paraíba, os pacientes com anemia falciforme podem receber tratamento nos  Hemocentros e também nos hospitais universitários Lauro Wanderley (em João Pessoa) e Alcides Carneiro (em Campina Grande). No Hemocentro, os pacientes passam por exames periódicos de hemograma, sorologia e eletroforese de hemoglobina pelo método Cromotografia Líquida de Alta Resolução (HPLC), além de receber medicação. O tratamento é realizado por uma equipe multiprofissional, formada por médico (hematologista), enfermeiro, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista e odontólogo.

A população pode obter mais detalhes sobre as doenças falciformes pelos telefones da Associação: 3225-4854/8897-1340/8850-1548/8809-4139 ou pelo e-mail: asppah@gmail.com e o endereço HTTP//:asppah.wordpress.com.