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8 de junho de 2015

Hemocentro de Campina registra quarto caso de doador internacional de medula neste ano



Wagner doador medula 270x191 - Hemocentro de Campina registra quarto caso de doador internacional de medula neste anoO Hemocentro Regional de Campina Grande registrou mais um caso de doador de medula óssea compatível com receptor de outro país, o quarto somente neste ano. O vigilante Wagner Arruda de Souza, de 33 anos, residente no bairro do Monte Castelo, em Campina Grande, já era doador de sangue e em 4 de junho de 2010 resolveu fazer o cadastro também como doador de medula óssea. Semana passada, para sua surpresa, foi informado de que apareceu um receptor compatível em outro país, cuja probabilidade de acontecer é de uma a cada 1,1 milhão de pessoas.

Wagner falou do privilégio de ter uma oportunidade de salvar uma vida, principalmente porque depois que fez o cadastro como doador vem acompanhando o drama e sofrimento da afilhada que está com leucemia e que ele não pode ajudar por não ser compatível com ela. Na manhã desta segunda-feira (8), Wagner compareceu ao setor de Medula Óssea do Hemocentro e fez uma nova coleta de sangue para a realização de exames de alta definição. Somente quando a transportadora vier buscar o material coletado será possível saber o país de origem do receptor.

Os outros três casos deste ano foram de receptores na Grécia, Estados Unidos e Alemanha. Todo o translado dos doadores com um acompanhante é custeado pelo Ministério da Saúde. Atualmente, o setor de Medula Óssea do Hemocentro Regional de Campina Grande possui 24.083 doadores cadastrados, “número que vem aumentando graças ao apoio da imprensa e da população, que tem se sensibilizado com as campanhas feitas pelo próprio Hemocentro e pelas famílias das pessoas que necessitam de um transplante”, conforme explicou a coordenadora do setor de Medula Óssea, Marilana Abrantes.

Para aumentar o número de cadastrados, os profissionais do setor de Medula Óssea do Hemocentro realizam permanentes campanhas e palestras para esclarecer dúvidas que as pessoas ainda possuem em relação à doação de medula óssea. O cadastramento é feito através do preenchimento de um formulário com dados pessoais e a coleta de aproximadamente 5 ml de sangue.

O doador de medula óssea pode ter de 18 a 55 anos de idade e a única contra-indicação é que a pessoa seja portadora ou já tenha tido câncer. O sangue será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas, e passa então a constar no Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que é controlado pelo Instituto Nacional do Câncer, onde as informações dos doadores e pacientes são cruzadas.