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26 de junho de 2015

Hemocentro de Campina Grande registra quinto caso de doador internacional de medula neste ano



O Hemocentro Regional de Campina Grande registrou mais um caso de doador de medula óssea compatível com receptor de outro país, o quinto somente neste ano. Um homem residente em Campina Grande, e que preferiu não ser identificado, esteve no setor de Medula Óssea para fazer uma nova coleta de sangue, que foi encaminhada para exames de alta resolução em Nova York, nos Estados Unidos, país de origem do receptor com quem ele foi compatível. O doador, de acordo com a coordenadora do setor, Marilana Abrantes, fez o cadastro no Hemocentro no ano de 2011.

O último caso tinha sido do vigilante Wagner Arruda de Souza, de 33 anos, e foi registrado no início deste mês. Ele reside no bairro do Monte Castelo, em Campina Grande, e foi identificado como compatível com um doador de Londres, na Inglaterra. Os outros três casos deste ano foram de receptores na Grécia, Estados Unidos e Alemanha e para compatibilidade de pessoas entre países diferentes, a probabilidade dela acontecer é de uma a cada 1,1 milhão de pessoas.

Todo o translado dos doadores com um acompanhante é custeado pelo Ministério da Saúde. Atualmente, o setor de Medula Óssea do Hemocentro Regional de Campina Grande possui quase 25 mil doadores cadastrados e para aumentar este número os profissionais do setor de Medula Óssea do Hemocentro realizam permanentes campanhas e palestras para esclarecer dúvidas que as pessoas ainda possuem em relação à doação de medula óssea. O cadastramento é feito através do preenchimento de um formulário com dados pessoais e a coleta de aproximadamente 5 ml de sangue.

O doador de medula óssea pode ter entre 18 e 55 anos de idade e a única contraindicação é que a pessoa seja portadora ou já tenha tido câncer. O sangue será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas, e passa então a constar no Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que é controlado pelo Instituto Nacional do Câncer, onde as informações dos doadores e pacientes são cruzadas.