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10 de abril de 2015

Hemocentro de Campina Grande registra mais dois casos de doadores de medula com receptores de outros países



Dois doadores de medula óssea cadastrados no Hemocentro Regional de Campina Grande foram detectados como compatíveis com receptores de outros países, o que acontece somente uma vez a cada 1,1 milhão de casos. Rainier Almeida de Medeiros, de 32 anos, que é odontólogo, reside em Campina Grande, e Marcela Silva Santos, de 33, que mora em Barra de Santa Rosa estarão no setor de Medula Óssea do Hemocentro na próxima segunda-feira (13), às 8h, onde farão uma nova coleta de sangue.

Os países de origem dos receptores somente serão conhecidos quando a transportadora vier buscar as amostras dos dois doadores. Este é o terceiro caso registrado neste ano, em fevereiro, o professor José de Arimatéia de Oliveira, de 33 anos, que mora em Lagoa Seca, foi detectado como compatível de um paciente grego.

Os dois doares fizeram o cadastramento, que é feito com a retirada de apenas 5 ml de sangue, no ano de 2011 e, no caso de Rainier, ele informou que resolveu se tornar um doador durante uma ação realizada na faculdade quando ele ainda era estudante. Desde essa data, eles passaram a fazer parte do Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que é controlado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que informa aos doadores sobre a localização de um doador compatível O primeiro caso de doação internacional registrada pelo Hemocentro de Campina Grande foi em 2011 e a probabilidade de encontrar um doador dentro do país é de um a cada 100 mil casos.

O transplante de medula óssea é o tratamento utilizado para doenças que afetam as células do sangue, como a anemia aplástica grave, mielodisplasias e em alguns tipos de leucemias, como a leucemia mieloide aguda, leucemia mieloide crônica e leucemia linfoide aguda. O cadastro do doador de medula óssea é feito durante a doação de sangue, quando após autorização são colhidos 5 ml do sangue, além de informados os dados pessoais.

Neste caso, a faixa etária é de 18 a 55 anos e a única contraindicação é que a pessoa seja portadora ou já tenha tido câncer, conforme informou a assistente social Marilana Abrantes. O sangue será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar características genéticas, e passa então a constar no Redome, onde as informações dos doadores e pacientes são cruzadas.

Quando há um paciente compatível, são realizados outros exames e, caso a compatibilidade seja confirmada, o doador será consultado para confirmar se deseja fazer a doação da medula óssea, que pode ser feita de duas formas, conforme a avaliação do médico. No primeiro caso, o doador é anestesiado em centro cirúrgico e a medula é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções de agulhas. O doador retorna às suas atividades uma semana depois.

O segundo procedimento chama-se aférese, quando o doador toma um medicamento que faz com que as células da medula óssea sejam levadas para a corrente sanguínea. As células são liberadas pelas veias do braço do doador, com o uso de uma máquina de aférese. Em ambos os casos, a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.