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10 de agosto de 2015

Hemocentro da Paraíba realiza mais de sete mil exames de paternidade



Em quatro anos de implantação – desde abril de 2011 – o Laboratório de Biologia Molecular e Paternidade do Hemocentro da Paraíba já realizou 7.437 exames de paternidade. Os exames são solicitados através de demanda judicial, seja pelas comarcas do Estado (Tribunal de Justiça), seja pelo Ministério Público. Este ano, foram realizados 702 testes no Estado.

“As partes interessadas devem se dirigir aos órgãos para, então, dar início ao processo de investigação de paternidade. As solicitações dos exames por parte do Ministério Público da Paraíba têm como objetivo reduzir o número de crianças e adolescentes registrados sem o nome do pai ou, em alguns casos, o nome da mãe”, disse a coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular e Paternidade, Crisemy Benício.

Ela informou, ainda, que, com relação ao Tribunal de Justiça, as demandas são enviadas pelas comarcas e fazem parte de processo muitas vezes para pagamentos de pensão alimentícia.

O Hemocentro da Paraíba é a única unidade em todo o Estado que realiza o exame de paternidade. “Os testes são feitos gratuitamente e qualquer pessoa pode ter acesso, desde que sejam solicitados judicialmente. O resultado normalmente fica pronto em, no máximo, 30 dias após a coleta do material genético”, explicou Crisemy. Ela salientou que o resultado não vai diretamente para as partes solicitantes, mas, sim, para a comarca onde o processo foi iniciado, ficando a cargo do Tribunal de Justiça ou do Ministério Público repassar as informações.

De acordo com Crisemy Benício, a demanda permanece linear com o passar dos anos. “São feitos por volta de 15 agendamentos diários para a coleta de material genético para exames de DNA. Os exames são realizados nas segundas, terças, quartas (para as solicitações do Tribunal de Justiça) e quintas-feiras (para solicitações do Ministério Público), durante todo o dia”, afirmou.

Crisemy explicou que, apesar de ter diminuído, um dos grandes problemas hoje continua sendo o número de faltosos nos dias de coleta de material genético para a realização de exames de DNA. “Alertamos que é necessário que as pessoas estabeleçam um maior comprometimento e, dessa forma, possam diminuir as faltas. Como é um serviço gratuito e de excelente qualidade, a partir do momento em que o exame é agendado e uma das partes falta deixamos de realizar outros testes. Precisamos tornar o processo mais rápido e, assim, atender melhor toda a população”, esclareceu.

O sigilo é regra inviolável para que nenhuma das partes seja exposta. “Nem sempre o processo é amigável então fazemos questão de preservar mãe, suposto pai e suposto filho. Não permitimos a entrada de câmeras, celulares e aparelhos eletrônicos no local onde são feitos o exame para que não haja dúvidas quanto ao sigilo”, afirmou a coordenadora.

O exame – O processo é feito através da punção digital, ou seja, coletando gotas de sangue obtidas com picada de agulha nos dedos da mãe, do suposto pai e do suposto filho. Esta amostra de material genético é colocada em cartão FTA, semelhante ao usado no teste do pezinho, e pode ser preservada por até dez anos. Em seguida, é feita a extração do DNA e posteriormente utilizado o sequenciador de última geração onde será confirmado o vínculo genético.

“Quando o exame tem como resultado a exclusão da paternidade, ou seja, alega que o indivíduo não é pai, o exame é refeito. Uma segunda amostra biológica (contraprova) é realizada por outro profissional para a confirmação do primeiro resultado”, declarou Crisemy.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato através do telefone (083) 3218-7700.

Dados – Em 2011, foram realizados cerca de 1.460 exames de DNA (dados aproximados). Já em 2012 e 2013, foram feitos 1.475 e 1.800 exames, respectivamente. Em 2014, foram contabilizados 2.000 testes de paternidade. Neste ano, 702 testes já foram realizados, totalizando 7.437 exames desde a implantação do Laboratório de Biologia Molecular e Paternidade do Hemocentro da Paraíba.