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27 de fevereiro de 2012

Governo vai liberar R$ 1,2 milhão para serviço de transplante de rim



O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), vai liberar por ano cerca de R$ 1,2 milhão para fortalecer o serviço de transplante de rim do Hospital São Vicente de Paulo. O assunto foi o tema de uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (27) na Promotoria de Saúde do Ministério Público Estadual, com a presença de diversas autoridades ligadas ao assunto.  A minuta do convênio já está em fase de conclusão pela SES.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Waldson Souza, esses recursos representam um acréscimo de 20% na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que hoje paga a importância de R$ 5.313,33 por um transplante renal. Ele disse que a meta do Governo do Estado é realizar uma média de cerca de 90 transplantes de rim por ano.

Além desse montante, o Estado também vai arcar com os exames e os medicamentos necessários para os pacientes renais, e que são obrigação do hospital, para, assim mantê-los ativos em lista de espera. Também ficou acordado que o Governo do Estado irá investir R$ 157,9 mil na compra de equipamentos, com o objetivo de estruturar e oferecer melhores condições para o que o hospital possa realizar os transplantes. “Com mais ação, o Governo do Estado está incrementando e fortalecendo ainda mais a política de transplante da Paraíba”, destacou o secretário.

Durante a audiência, Waldson ressaltou que o Governo do Estado já disponibiliza, para as equipes transplantadoras, medicamentos de alto custo que seriam de responsabilidade dos hospitais transplantadores. Essas medicações são necessárias para a indução do pré e do pós-transplante imediato, diminuindo o risco de rejeição do transplante.

Ao final da audiência, o promotor de Justiça de Defesa dos Direito da Saúde, João Geraldo, disse que o Estado, ao firmar essa parceria com o Hospital São Vicente de Paulo, cumpriu com o seu dever de facilitar a vida de pessoas que estão à espera de um transplante renal. “Esperamos agora que o hospital cumpra a sua parte para que o sofrimento desses pacientes seja amenizado o mais rápido possível”, concluiu João Geraldo.

Participaram da audiência pública, além do promotor João Geraldo e do secretário Waldson Souza, a gerente de Regulação da SES, Mércia Coutinho; a diretora da Central de Transplante da Paraíba, Gyanna Montenegro; representantes da Associação de Transplantados da Paraíba e diretores do Hospital São Vicente de Paulo; o médico da equipe transplantadora do hospital, Washington Ciro Fonseca; e representantes do setor jurídico da SES e do hospital.

Números – Este ano, a Central de Transplante da Paraíba já realizou oito transplantes de rim e seis de córnea. No ano passado, foram realizados 155 transplantes de córnea, 15 de rim e três de fígado. Um único doador pode ajudar a salvar a vida de mais de dez pessoas. Podem ser doados: córneas, coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas, ossos, medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue), pele e válvulas cardíacas.

Decisão – Gyanna Montenegro explicou que qualquer um pode ser potencial doador de órgãos, bastando que comunique esse desejo a seus familiares, ainda em vida. “A família é quem decide por uma possível doação. É importante que as pessoas, ainda em vida, tomem uma decisão sobre a doação de órgãos e comuniquem a seus familiares. Na hora da dor, é muito difícil para uma pessoa decidir se vai autorizar a doação dos órgãos de um parente seu. Mas se esse parente já tiver manifestado esse desejo em vida, essa decisão será mais natural”, garantiu.

Espera – O tempo de espera para receber um órgão ou tecido é de menos de um mês para uma córnea, três meses para um fígado ou coração, e de cinco a oito anos para um rim. Depois de ser retirado do doador, o tempo ideal para o fígado ser transplantado é de 12 horas. Já para os rins, o prazo é de 24 horas, e o coração, de apenas quatro horas.

Gyanna disse que os familiares dos pacientes estão mais sensíveis e compreensíveis na hora de autorizar o transplante, e isso se deve ao apoio e à atenção que eles recebem do pessoal da central quando o paciente está internado, e também por causa das campanhas de conscientização que são realizadas sobre o assunto.

Para mais informações sobre doação de órgãos, os interessados podem ligar para a Central de Transplante, pelo telefone 3244-6192.