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Governo estimula agricultores a desenvolver estratégias de convivência com a seca

sábado, 28 de fevereiro de 2015 - 12:29 - Fotos: 

O Governo do Estado, por meio do Cooperar e Banco Mundial, voltarão a executar, a partir deste ano, ações para diminuir os índices de pobreza e promover a ascensão socioeconômica da população rural com a implementação de 900 projetos que vão beneficiar 45 mil famílias.

Uma rodada de discussões nesse sentido foi concluída em oficina de trabalho nessa sexta-feira (27) com técnicos das duas instituições parceiras em João Pessoa, na qual foram encaminhadas as definições das regras e critérios do PAD (Project Appraisal Document) – Documento de Avaliação do Projeto – que vai gerar o conteúdo do Manual de Operações, objeto do próximo acordo de empréstimo no valor de US$ 80 milhões.

O montante de recursos já aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento terá uma contrapartida do Bird no valor de US$ 50 milhões e mais US$ 30 milhões como contrapartida do Estado. O acordo de empréstimo deverá ser assinado no início do segundo semestre deste ano. Serão financiados cerca de 200 projetos de alianças produtivas, 300 de acesso à água potável e saneamento e 400 de redução da vulnerabilidade agroclimática.

O objetivo de desenvolvimento do projeto é incrementar o acesso a mercados e o acesso à água dos pequenos produtores e suas famílias, público alvo do próximo acordo de empréstimo. Os projetos serão focados em quatro componentes, como o Fortalecimento Institucional, que refere-se às etapas de preparação, promoção e mobilização dos potenciais beneficiários e Alianças Produtivas, componente que financiará subprojetos (obras, bens e serviços) de organizações de produtores familiares incluídos em planos de negócios acordados com compradores.

As outras duas linhas de atuação do Projeto Cooperar nos próximos seis anos serão a Gestão de Água e Redução da Vulnerabilidade, que financiará subprojetos de abastecimento de água potável, de fornecimento de sistemas simplificados/locais de saneamento e/ou instalações sanitárias, além de sistemas de reuso de água e o incremento da resiliência para uma melhor convivência com a realidade da região semiárida do Nordeste brasileiro.

No subcomponente de redução da vulnerabilidade, o projeto poderá financiar as atividades relacionadas com oabastecimento e armazenamento de água para a produção agrícola e pecuária como a instalação de sistemas simples de irrigação, construção de barragens subterrâneas, entre outros.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido, Lenildo Morais, a atuação do Cooperar também focará a gestão dos recursos naturais para uma melhor convivência com a seca como a promoção de práticas agrícolas resistentes à estiagem e que promovam a adaptação ao incremento das variabilidades climáticas na região, a curto e médio prazo, como a melhoria da alimentação dos ovinos e caprinos e o cultivo, beneficiamento e armazenamento de forragens, difusão da palma forrageira resistente à cochonilha do carmim,  melhoria da produção de mudas de variedades de frutos, entre outros.

O novo acordo de empréstimo deverá ainda direcionar investimentos para as fases de gestão, monitoramento e avaliação do projeto que voltará a ser avaliado e finalizado nos próximos dois meses em nova missão com o Bird.

Além de cumprir agenda durante toda a semana com o corpo diretivo do Projeto Cooperar, liderado por Roberto Vital, a missão de preparação do Acordo de Empréstimo do Bird contou com representantes em reuniões para o alinhamento de decisões com o governador Ricardo Coutinho e o secretário de estado da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido, Lenildo Morais.

Participaram da oficina cerca de 30 pessoas de todas as áreas do Cooperar, sob a coordenação do gestor do órgão Roberto Vital e da gerente executiva técnica, Mônica Tavares, e ainda os consultores do Bird, como o gerente do Projeto Cooperar junto à organização internacional, David Tuchshneider; co-gerente do projeto, Bárbara Farinelli; especialista em desenvolvimento rural, Fátima Amazonas; especialista em Mudanças Climáticas, Ana Bucher; especialista em Recursos Hídricos, Rui Marques; consultores em Economia, Mario Castejon e Emmanuel Bayle; especialista em Salvaguardas Ambientais, Agnes Velloso e especialista em monitoramento e avaliação de imposto, Juan José Miranda.