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Governo vai diagnosticar situação dos açudes e iniciar construção

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 - 16:16 - Fotos: 
O governo do Estado iniciou nesta segunda-feira (24) uma força-tarefa para mapear a situação dos açudes e barragens estaduais. Paralelo ao levantamento, o governo também já retomou o andamento das obras de construção e recuperação dos mananciais, que estavam paralisadas desde o período eleitoral.
 
Durante visita a comunidade Riachinho, situada no bairro de 13 de Maio, em João Pessoa, na manhã desta segunda (24), o governador Ricardo Coutinho anunciou a ação que vem sendo executada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia (Serhmact).
 
Demonstrando preocupação, o governador informou que existem 47 barragens na Paraíba com problemas estruturais e dessas 27 são consideradas graves, principalmente no período das chuvas. “Imagine um governador assumir o Governo e receber a notícia que existem 47 barragens com problemas e sem ter dinheiro em caixa para concertá-los. Mas para essas coisas não temos o que pensar, pois é uma situação emergencial e deve ser resolvida de forma ágil para garantir segurança à população”, afirmou.

Força-tarefa – O secretário da Serhmact, João Azevedo, disse que a força-tarefa teve início nesta segunda e conta com um grupo formado por quatro equipes. Os técnicos irão percorrer o Estado e mapear todas as necessidades e problemas encontrados. A parir do diagnóstico será montado um plano estadual de recuperação e manutenção das barragens e açudes estaduais.
 
“Criamos uma força-tarefa através de uma Portaria e vamos implantar um plano de recuperação, algo que nunca aconteceu em nosso Estado. Nossa meta é retomar as obras inacabadas, além de dar início o mais rápido possível às novas obras. Assim que estivermos com o diagnóstico de todas as necessidades do Estado mapeadas e organizadas, isso será possível”, frisou o secretário.

Situação das barragens – O secretário tranquilizou a população e declarou que, apesar dos problemas, não há, até o momento, nenhuma situação de risco. Contudo, ele frisou que o trabalho não deve estar focado no risco e sim na prevenção. Segundo ele, o próprio governador Ricardo Coutinho determinou que o trabalho de manutenção e conservação fosse priorizado neste momento.
“Nos primeiros 24 dias de governo, detectamos muitos problemas com relação à barragem de Nova Olinda. A licitação foi feita, mas não foi dada a ordem para início do serviço. Estamos retomando a obra da barragem, que precisa ser recuperada e opera com apenas 20% de sua capacidade. Todo este esforço é para dar tranqüilidade à população da região de Nova Olinda. Nossa meta é entregar a obra pronta até o meio do ano, além de trabalhar novas obras”, relatou João Azevedo.

Obras em execução – A Serhmact já está executando as obras das barragens de Acauã; Capivara, que abastece o Alto Sertão; São José, que abastece Campina Grande e região; Congo, que já se encontra na segunda fase; e barragem de Jandaia, em Bananeiras, que já voltou a funcionar. João Azevedo frisou que outras obras estão paralisadas por pendências de ordem legal e técnica, mas já estão sendo resolvidas

João Azevedo afirmou que também estão incluídos nos trabalhos os empreendimentos não vinculados diretamente à Serhmact. São obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que estava com 22 obras paradas em todo Estado e que já estão sendo executadas na gestão de Ricardo Coutinho, a exemplo do Centro de Convenções. “Nossa meta é a geração de emprego e renda, além do benefício da própria obra em si”, acrescentou.

Unidade no Governo – O secretário informou que cabe à Serhmact a construção, manutenção, recuperação e conservação das obras, mas que a ajuda de outros órgãos do Governo é essencial. “Tivemos uma reunião com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) também para a viabilização de novas obras. Nosso Governo é um Governo único, onde cada um assume suas respectivas responsabilidades e, ao mesmo tempo, existe a cooperação entre as secretarias e órgãos da administração direta e indireta”, completou.