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15 de maio de 2009

Governo vai apoiar a implantação de centros especializados



O Governo do Estado quer ampliar a assistência de saúde mental prestada aos paraibanos, apoiando a implantação de centros especializados e integrando as ações desenvolvidas nos municípios. A informação foi dada pela secretária-executiva da Saúde, Lourdinha Aragão, durante encontro promovido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) na manhã desta sexta-feira (15), no auditório da PBPrev, em João Pessoa, que reuniu prefeitos, gestores municipais de saúde e coordenadores de saúde mental de municípios paraibanos. Segunda-feira (18) é o Dia da Luta Antimanicomial. A Paraíba tem 63.682 habitantes com deficiência mental permanente, segundo o IBGE.

Lourdinha Aragão disse que a orientação do governador José Maranhão e do secretário da Saúde, José Maria de França, é dar total apoio aos municípios, estabelecendo parcerias e criando um canal constante de colaboração. “Estaremos buscando um contato mais direto e presente, pois acreditamos na força da união e no entendimento conjunto para a realização das ações”, justificou.

A secretária-executiva destacou a necessidade da construção de um planejamento estratégico com os municípios, dentro da visão estabelecida pela política nacional de saúde mental que inclui, dentre outras coisas, as reformas institucionais, a humanização na assistência hospitalar, a construção de novos serviços e a ampliação de técnicas mais modernas ou menos violentas de tratar as pessoas que sofrem de distúrbios mentais. “Todas essas medidas buscam efetivar a política de inclusão, a solidariedade e a cidadania”, enfatizou.

Reforma psiquiátrica – De acordo com Úrsula Neves, chefe do Núcleo de Saúde Mental da SES, a Paraíba ocupa o primeiro lugar na implantação dos serviços substitutivos, dentro da chamada reforma psiquiátrica, preconizada pelo Ministério da Saúde, em todo o País. “É um novo modelo de abordagem que reverte a forma de tratar os doentes mentais, introduzindo novas formas de terapia com a implantação de serviços como os centros de convivência e cultura, residência terapêutica, leitos de desintoxicação, dentre outros”, explicou.

Ela informou ainda que dos 223 municípios paraibanos, 144 têm programas de saúde mental em funcionamento. Todos recebem medicação psicotrópica da SES e do próprio Ministério da Saúde. “Vamos ajudar a construir e implantar novos centros de atenção psicossocial, instituir centros de convivência e cultura, ampliar número de leitos de desintoxicação e serviços de residência terapêutica”, revelou a chefe do Núcleo de Saúde Mental.   

Números – De acordo com o Censo realizado em 2000 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba tem 63.682 pessoas com deficiência mental permanente e dessas 34.528 são homens e 29.154 mulheres. Em todo o País, existem mais de 2,8 milhões acometidos do problema. Segundo estimativas contidas no relatório ‘Saúde no Mundo’, editado em 2001, cerca de 450 milhões de pessoas sofrem de transtornos mentais neurobiológicos ou de problemas psicossociais como os relacionados ao abuso de álcool e de outras drogas no planeta.