Fale Conosco

25 de fevereiro de 2013

Governo substitui equipe da delegacia de Roubos e Furtos da Capital



Cumprindo determinação do secretário da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, o delegado Francisco Basílio Rodrigues não está mais à frente da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Roubos e Furtos) da Capital nesta quarta-feira (20). Ele e outros quatro agentes de investigação e um motorista policial foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de concussão e corrupção, como resultado da Operação Concutere, realizada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil.

As portarias assinadas pela delegada geral de Polícia Civil, Ivanisa Olímpio, foram publicadas no Diário Oficial, no qual ainda consta a designação do delegado Thiago de Vasconcelos Sandes para a titularidade da delegacia e de uma nova equipe para a Roubos e Furtos, formada por quatro agentes e um escrivão.

Segundo a publicação, também foi dispensado da especializada o agente de investigação Elenildo Pessoa da Costa, preso em flagrante. Os outros policiais da equipe envolvidos com os crimes tiveram os locais de trabalho transferidos.

De acordo com as investigações desenvolvidas pelo GOE, delegado, agentes e motorista agiam de maneira programada e procuravam efetuar prisões por tráfico de drogas e negociavam com os acusados para que o flagrante fosse substituído por um Termo Circunstanciado de Ocorrência, cabível para crimes de menor potencial ofensivo.

Da equipe da delegacia especializada foram denunciados: o delegado titular, Francisco Basílio Rodrigues, o motorista policial Milton Luiz da Silva e os agentes de investigação Luiz Márcio da Silva, José Rodrigues da Silva Júnior, Marcos Antônio Santos Filho e Elenildo Pessoa da Costa, que foi preso em flagrante e autuado por posse irregular de arma de fogo de uso restrito.

A Polícia Civil agora espera decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba sobre o deferimento de mandado de prisão preventiva contra os policiais envolvidos nos crimes. “As cautelares foram pedidas por nós, com o apoio do Ministério Público, mas indeferidas pelo juiz da 4ª vara criminal, José Guedes Sobrinho Cavalcante. O MP não aceitou e recorreu ao Tribunal, que deve decidir nos próximos dias”, explicou o delegado Cristiano Jacques, titular do GOE.